Andrés Cristaldo/Efe
Andrés Cristaldo/Efe

Santos renasce no dia do aniversário

Time comemora 99 anos da melhor forma possível: ganha do Cerro Porteño por 2 a 1, no Paraguai, e agora depende apenas de suas forças para ir às oitavas

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2011 | 00h00

Aniversário é sinônimo de presente. E, se vir com festa, melhor ainda. No dia em que completou 99 anos, o Santos ganhou o que todos os torcedores do clube mais queriam: o renascimento na Taça Libertadores. O parabéns foi cantado a muitos quilômetros de distância, é bem verdade, mas em grande estilo: com belos gols de Danilo e Maikon Leite, a equipe paulista superou os desfalques de Elano, Neymar e Zé Eduardo, venceu o Cerro Porteño, por 2 a 1, em Assunção, no Paraguai, e agora só depende de suas forças para avançar às oitavas de final da competição. Basta ganhar do frágil e eliminado Deportivo Táchira, quarta-feira, às 19h30, no Pacaembu.

Os rojões que fizeram enorme barulho e iluminaram a bela noite paraguaia, aliado ao vistoso bandeirão, saudaram o time da casa - bastava vencer para o Cerro Porteño avançar e eliminar o Santos. A promessa era de 90 minutos de sufoco e pressão aos visitantes. Para os torcedores que encararam mais de 14 horas de estrada de Santos até Assunção, apenas mais um ingrediente para abrilhantar a festa santista.

Afinal de contas, balões e enfeites são imprescindíveis em comemoração de aniversário, E não apenas para jovens. O quase centenário Santos que o diga.

Os paraguaios não mostraram resistência, não tiveram chances para oferecer um presente de grego - nem mesmo com gol de Benítez aos 48 do segundo - e têm de levantar as mãos aos céus por não levarem surra histórica, tamanha a superioridade de um dos melhores times do Brasil.

Eles ainda terão chance de conquistar a vaga contra o Colo Colo, no Chile, desde que vençam. Mas terão de melhorar muito se quiserem avançar. Os santistas, que cantaram forte em espaço acanhado num canto do estádio, bonito com as cores preto e branco, esperam seguir em festa até o 100.º aniversário.

Técnico de estrela. A vitória de ontem vem com méritos para Muricy Ramalho. O técnico carrega seu lema para todos os clubes, nos quais faz questão de sempre frisar: "Aqui é trabalho." Que ele não mede esforços para armar seus times todos já sabem, mas o técnico mais vitorioso do País também tem estrela.

Para a batalha de Assunção, ontem à noite, muitos imaginavam um esquema ofensivo por causa da necessidade da vitória. Danilo era candidato a perder a vaga para a entrada de um atacante ou meia mais ofensivo. O técnico, porém, apostou no jogador. "Não são três volantes. O Adriano ficará mais preso, os outros terão liberdade para chegar no ataque." Dito e feito.

Danilo obedeceu as orientações do chefe e, em jogada individual aos 11 minutos, driblou o marcador e acertou chute forte, no ângulo de Barreto. Um gol já era o que o Santos precisava para chegar à rodada final dependendo apenas de suas forças. Porém, ainda teve o gol do alívio, de Maikon Leite, aos 3 da fase final, aproveitando passe preciso de Ganso, o "dono" do time ontem à noite.

Para quem estava virtualmente eliminado com meio turno jogado e apenas dois pontos ganhos - dois empates e uma derrota - o jogo final ainda pode trazer mais bônus aos santistas do que apenas a, agora simples, classificação. Um triunfo, somado a empate entre Colo Colo e Cerro Porteño, no Chile, garantirá a primeira posição ao Santos e a vantagem de fazer o jogo decisivo do mata-mata em seus domínios.

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