Santos sob forte pressão na Vila

Após perder para a Portuguesa na estréia, time de Leão recebe o Palmeiras do desafeto e antecessor Luxemburgo

Daniel Akstein Batista e Sanches Filho, SANTOS, O Estadao de S.Paulo

19 de janeiro de 2008 | 00h00

Atual bicampeão paulista, o Santos de 2008 está fora dos trilhos. Foi o time, dos considerados grandes, que menos contratou; perdeu vários jogadores e, logo na estréia, foi derrotado pela Portuguesa por 2 a 0. A torcida chiou, se irritou, pichou os muros do CT Rei Pelé. Emerson Leão, o treinador que voltou à Vila Belmiro, está com a língua afiada. Reclamou que os reforços não chegaram e, em um dos seus primeiros dias no clube, criticou Vanderlei Luxemburgo, seu antecessor. Justamente o rival de hoje, na segunda rodada do Estadual. Vencer o Palmeiras, às 16 horas, na Vila, virou obrigação para o Santos - um resultado negativo pode causar mais ira nos torcedores. Acompanhe online os lances do clássico entre Santos e PalmeirasQue Luxemburgo e Leão são eternos desafetos todo mundo já sabe. Eles não negam e não escondem de ninguém. "Um não vai convidar o outro para jantar em casa", fala o agora palmeirense. Mas, apesar das desavenças, os dois evitam qualquer duelo particular no jogo de hoje. "Isso é tudo que os jornais querem", diz Leão. "Ficam esperando para saber o que ou vou falar. Somos duas pessoas que não se agradam, mas que são tachados de bons treinadores e que, portanto, têm de dar bom retorno aos seus clubes."Luxemburgo segue o mesmo discurso. "Não vamos passar para o lado pessoal, nada de rivalidade. Existe Santos e Palmeiras e eu vou fazer de tudo para o Palmeiras ganhar."O time alviverde é o favorito. E não só por ter vencido o Sertãozinho na estréia por 3 a 1. O elenco é mais forte, reforços chegaram. Apesar de não contar com todos os contratados, não terá desfalque hoje. Ao contrário do Santos, que não contará com o lesionado Rodrigo Souto. Por isso, Leão, que reconhece a fragilidade de sua equipe, vai abrir mão do atacante Wesley e procurar a vitória só nos contra-ataques. Luxemburgo exige a vitória palmeirense em seu reencontro com os santistas. Em 1998, foi recebido na Vila com uma chuva de moedas pelos torcedores, que não o perdoaram por ter trocado o Santos pelo Corinthians. "De onde saio, eles ficam órfãos", comentou esta semana. Mesmo assim, o técnico comandou o time da Baixada em outras ocasiões. Hoje, pode até receber as vaias de alguns santistas. Mas elas serão mais direcionadas a Leão, caso o Santos perca novamente.

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