Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Santos sofre, mas está na semifinal

Time peca nas finalizações e fica no empate por 1 a 1 com o Once Caldas, no Pacaembu. Próximo rival sai do duelo de hoje entre Jaguares e Cerro Porteño

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

Na Libertadores, o que vale é passar de fase. E o Santos cumpriu bem sua missão ontem à noite.

Mas podia ter sido sem dar tanto susto em seu torcedor com faltas contra, perigosas, no fim. Num jogo em que poderia ter feito três, quatro, cinco, ou até seis gols, sem exagero, o time pecou nas finalizações, até pênalti desperdiçou, e teve de se contentar com o 1 a 1. Sem problemas para equipe que está em estado de graça. Dono do melhor futebol do País e do novo gênio no futebol mundial, Neymar, o campeão paulista segue firme no ano.

Ontem, com festa no Pacaembu, pintado de preto e branco, se vingou da eliminação para o Once Caldas em 2004, chegou às semifinais e agora espera pelo vencedor de Cerro Porteño e Jaguares (1 a 1), que jogam hoje.

Se o rival for os paraguaios, o jogo de ida, semana que vem, será na Vila Belmiro. Caso seja os mexicanos, o primeiro confronto será fora de casa. Do outro lado da chave o Vélez Sarsfield fez 4 a 2 no Libertad, ontem, e aguarda quem passar de Universidad Católica e Peñarol (o time uruguaio ganhou por 2 a 0 em casa).

Uma coisa é certa: a parceria Neymar/Muricy Ramalho/Santos é certeza de festa. E o santista, que domingo comemorou o Paulista, já esfrega as mãos pelo tri da América. Ontem, o friozinho que castigou a capital não foi capaz de esfriar os ânimos da torcida. Foi um espetáculo, daqueles que emocionam. Aos gritos de bicampeão (alusão ao Paulista), o time entrou em campo. Muitos flashes, três bandeirões de dar inveja e homenagem aos ídolos, cantados um a um. Edu Dracena ganhou um "parabéns para você" pelos 30 anos com coro de mais de 35 mil vozes.

Com "olê, olê, olá, vai pra cima deles Neymar" entusiasmado, forte, não tem como não se contagiar. E o menino prodígio foi. Aos 10 minutos, ele estufou as redes, em chute forte e imitou o soco no ar de Pelé. Rentería ainda empatou, aos 27. Mas era uma noite de flashes para Neymar. Como já fizera na Colômbia, o craque tirou os oponentes para bailar. Arrancadas, dribles, encanto. Tudo de bom que o Santos fez, até o pênalti sofrido, saiu de seus pés. O goleiro, porém, defendeu. Numa noite que merecia uma goleada, os deuses do futebol preferiram um empate com doce sabor de classificação.

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