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Santos tenta outra taça internacional com a Recopa

Para vencer a Universidad de Chile esta noite no Pacaembu e ser campeão em seu ano histórico, time da Vila Belmiro aposta no talento de Neymar

SANCHES FILHO, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h26

SANTOS - O Santos tem um forte motivo para acreditar na conquista da Recopa Sul-Americana hoje, às 19 horas, contra o Universidad de Chile, no Pacaembu: Neymar. O melhor jogador brasileiro folgou no fim de semana em razão da suspensão pelo terceiro cartão amarelo e, mesmo com uma luxação no punho direito, participou sem restrições do rachão de ontem à tarde no CT Rei Pelé e, em seguida, ensaiou durante mais de meia hora cobranças de faltas, a sua nova especialidade.

"Neymar é um jogador espetacular. Num lance pode acabar com o jogo e por isso vamos dar liberdade para que ele vá lá e resolva", disse Léo, o mais experiente titular, ontem à tarde. O veterano lateral-esquerdo até se embaraçou ao tentar explicar por que todos os jogadores caem tanto de produção quando Neymar está fora. "Realmente quando ele não atua o rendimento não é o mesmo e a solução é trabalhar mais ainda."

Se normalmente Neymar joga bem no Pacaembu, hoje a sua motivação será maior ainda para apagar a má impressão que deixou no jogo de ida. Ele sofreu um pênalti, pediu para cobrar, mas ao tentar bater com o pé direito na bola, escorregou com o esquerdo e errou feio o alvo.

Se derrotar a Universidad hoje, o Santos voltará a fazer história com a conquista de mais um título internacional. No jogo de ida, dia 22 do mês passado, no Estádio Nacional, em Santiago, Santos e La U empataram por 0 a 0 e a vitória simples dá o título no jogo de hoje. Em caso de novo empate, haverá prorrogação (dois tempos de 15 minutos) e se a igualdade persistir a decisão será em cobrança de pênaltis.

Alteração. Além de Neymar, Muricy Ramalho terá também a volta de Léo à lateral-esquerda e de Adriano ao meio de campo. Em relação ao primeiro jogo, a única mudança será a entrada de Felipe Anderson no lugar de Ganso. O meia foi um dos destaques no 0 a 0 de Santiago e até obrigou a goleiro adversário, Johnny Herrera, a realizar grande defesa, desviando para escanteio, num chute forte da entrada da área, após fintar um marcador.

Com a volta de Adriano, a equipe se torna mais eficiente na marcação na entrada de área, além de permitir que Arouca se lance mais à frente, ajudando Felipe Anderson e Pato Rodríguez na armação das jogadas.

Muricy também deve explorar a velocidade de Patito para puxar os contra-ataques pela direita. André, que ainda não repetiu no seu retorno à Vila Belmiro o futebol que mostrou no time de Dorival Júnior, em 2010, entra em campo pressionado pela presença do argentino Miralles, atacante temido pelos chilenos, no banco de reservas.

No começo do ano, ser campeão da Recopa era o último dos sonhos dos santistas. O projeto da diretoria liderada por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e da comissão técnica era ganhar tudo no centenário, com atenção especial para o tetra da Libertadores da América e o tri do Mundial de Clubes da Fifa para repetir feitos da época do Rei.

Ao mesmo tempo, ao contrário de 2011, a intenção era de não abrir mão do Brasileiro. Porém, com a inesperada queda diante do Corinthians nas semifinais da Libertadores e a crise que tomou conta do clube houve necessidade de corte de gastos com a saída de importantes titulares, incluindo Paulo Henrique Ganso (vendido por quase R$ 23,9 milhões ao São Paulo). A Recopa foi o que restou. Mas, se o Santos for o campeão ficará marcado na história como a conquista de um título internacional no centenário de fundação do clube.

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