Santos vacila e cede empate no fim

Equipe vencia por 3 a 1, na Vila Belmiro, mas permitiu a reação ao Goiás

Marcon Beraldo, O Estadao de S.Paulo

18 de maio de 2009 | 00h00

O Santos tinha como objetivo cumprir a determinação do técnicoVágner Mancini: aproveitar o fator campo para vencer oGoiás e ficar no bloco da frente nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, aproveitando o fato de que os concorrentesestão com a preocupação voltada para outras competições. Em boa parte do jogo, o time santista fez o dever de casa:chegoua abrir vantagem de dois gols, mas permitiu a reação doadversário e no final teve de amargar o empate por 3 a 3, ontemà tarde na Vila Belmiro.No primeiro tempo, o time da casa tomou a iniciativa e suapersistência foi premiada aos 8 minutos, com Kléber Pereiradesviando para a rede chute cruzado de Luizinho. O segundo gol saiu aos 11, com Rodrigo Souto desviando de cabeça cobrançade escanteio. O Santos criou outra boa chance, comKléber Pereira acertando a trave; mas, depois, apagou.O Goiás,que acertou seu lado esquerdo com a substituição deZé Carlos por Everton, foi para a frente e diminuiu com uma jogada ensaiada no escanteio: Rafael Tolói desviou de cabeça eIarley mandou para a rede. No intervalo, Kléber Pereira afirmou que pretende cumprir contrato até dezembro. "Tenho uma proposta, mas se não tiver nada da parte do Santos, vou até o final do compromisso", prometeu o centroavante.Depois da inevitável advertência no vestiário, o Santos voltoumais aplicado e chegou ao terceiro gol aos 2 minutos, outra vez com Rodrigo Souto, desviando falta cobrada por Neymar.O Goiás sentiu o lance, mas o Santos não soube tirarproveito, tendo até perdido grande chance com Kléber Pereira,que logo depois foi vaiado ao ser substituído por André.O Goiás só tinha como opção partir para o tudo ou nada. Edepois do gol de Ramalho, aos 16 minutos, a equipe goiana nãoperdeu mais a concentração na partida, ao contrário do Santos.No final, o Goiás foi todo à frente e empatou aos 42: RafaelTolói aproveitou rebote do goleiro Fábio Costa."Um resultadoinjusto", lamentou o meia Paulo Henrique, sob vaias datorcida, que não poupou o meia Madson na saída. Ele bateu boca com alguns torcedores, que o chamaram de ?corintiano?, e deixouo campo chorando. Antes, ainda no campo,após o terceirogol do Goiás, Fábio Costa discutiu asperamente com PauloHenrique."Sob o meu comando não tem briga no vestiário. Oque sei é que houve uma discussão de jogo em campo. No vestiárioos dois se desculparam", garantiu o técnico Mancini

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