Paulo Pinto/AE - 8/5/2011
Paulo Pinto/AE - 8/5/2011

Santos vai acelerar volta de Ganso

Previsão inicial era de que o meia levaria 6 semanas para retornar, mas médicos do clube pretendem usar fator de crescimento para abreviar o período

SANCHES FILHO - Especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2011 | 00h00

SANTOS - Os médicos do Santos vão tentar reduzir de seis para quatro semanas a recuperação de Paulo Henrique Ganso, com a aplicação de fator do crescimento na sua coxa direita. Todo esforço é que para que o melhor camisa 10 do Brasil volte a tempo de disputar os dois jogos das finais da Copa Libertadores da América, caso o time avance na competição. O jogador também é uma das esperanças do técnico Mano Menezes para a disputa da Copa América na Argentina.

O resultado da ressonância magnética que Paulo Henrique Ganso fez no Hospital Sírio Libanês, domingo à noite, confirmou lesão de grau dois que sofreu no primeiro tempo do clássico contra o Corinthians, domingo no Pacaembu, pela decisão do Campeonato Paulista.

Para Rodrigo Zogaib, médico do clube, lesão de grau dois normalmente requer tratamento de um mês, mas, no caso de Ganso, o quadro é mais grave porque o músculo que se rompeu é um dos maiores da coxa e um dos mais exigidos na prática do futebol. "Na lesão de Ganso, a previsão de recuperação é de seis semanas, já que o músculo reto anterior é fundamental para o equilíbrio e a força para quem joga futebol. Mas, vamos utilizar um método adjuvante para o tratamento de lesões musculares, chamado PRP (plasma rico em plaquetas)", explicou Zogaib.

O PRP é mais conhecido como fator decrescimento e foi utilizado pelo goleiro santista Fábio Costa, por conta própria, em 2008, para abreviar o restabelecimento de lesão na coxa. O tratamento foi bem sucedido.

O jogo contra o Corinthians, domingo, foi apenas o 15.º de Ganso na temporada - nove pelo Campeonato Paulista e seis pela Libertadores -, em razão dos quase sete meses de tratamento para se restabelecer da cirurgia no joelho esquerdo.

Em agosto do ano passado, no jogo contra o Grêmio, no estádio Olímpico, pelo Brasileiro, o armador sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior. Foi um longo período de sofrimento, incertezas e polêmica (por ter decidido que vai para o exterior no meio do ano) até a volta, no dia 12 de março, contra o Botafogo, na Vila Belmiro.

Histórico de lesões. Em 2007, com 18 anos e pronto para subir para os profissionais, Ganso sofreu ruptura do ligamento anterior do joelho direito, foi operado e ficou inativo por seis meses.

Em 2010, depois de aguardar até o último dia a convocação para a seleção para a Copa da África do Sul, o meia foi submetido a uma artroscopia no joelho direito para se livrar da sinovite (inflamação dos tecidos sinoviais), sequela da primeira operação. Em um mês, voltou a jogar.

Porém, no dia 25 de agosto, contra o Grêmio no Olímpico, o meia torceu o joelho esquerdo e sofreu rompimento do ligamento cruzado anterior e lesão ligamentar. Três dias depois, foi operado no Hospital Albert Einstein, só voltando em 12 de março deste ano.

Richely na vaga de Diogo. O atacante Richely poderá defender o Santos nesta quarta-feira, contra o Once Caldas, em Manizales, porque o clube conseguiu colocá-lo no lugar de Diogo, que sofreu fratura por estresse em uma costela.

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