Santos vai ao Chile cheio de otimismo

Bom futebol mostrado contra o Corinthians credencia o time como favorito para o primeiro jogo da decisão do título

SANCHES FILHO / SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h06

Otimista após o bom futebol apresentado na vitória diante do Corinthians por 3 a 2 no último domingo, o Santos é o favorito no jogo de ida contra o Universidad de Chile, pela Recopa Sul-Americana, hoje às 22h, no Estádio Nacional, em Santiago. É mais uma chance de título no ano do centenário do clube.

A competição reúne os campeões das Copas Libertadores e Sul-Americana de 2011. O jogo de volta será apenas no dia 26 de setembro, no Pacaembu. À exceção de Léo (que sofreu lesão na panturrilha esquerda no jogo de domingo) e Henrique (poupado há quatro jogos em razão de dores no púbis), Muricy Ramalho terá todos os titulares à disposição.

"As pessoas até podem não dar valor à Recopa, mas para nós, jogadores, é muito importante porque é a oportunidade para conquistarmos mais um título continental", afirmou Juan, que vai voltar ao time no lugar de Léo. "Serão duas decisões e esse é o tipo de jogo que todos gostam. A derrota na Libertadores já faz parte do passado e vamos jogar no nosso limite para largarmos na frente."

Com a volta de Neymar e Ganso, que estavam na Olimpíada de Londres com a seleção brasileira, a recuperação de Rafael e a contratação de André e Patito Rodríguez, o Santos voltou a ser tão forte quanto no primeiro semestre. Prova disso é que, no clássico contra o Corinthians, Muricy optou por um esquema de jogo mais ousado, abrindo mão de um volante de marcação para escalar dois meias de criação, com vocação ofensiva. E deu resultado. Agora, o treinador projeta para o restante da temporada a conquista da Recopa e a reação no Campeonato Brasileiro para que o time chegue entre os quatro primeiros colocados, garantindo presença na Copa Libertadores de 2013.

Evolução. "Houve uma melhora muito grande", admitiu o treinador. "Agora o time está armado e mais experiente." Mas, apesar de satisfeito com e a evolução da equipe, Muricy não deixa de reclamar. "Pena que a Recopa seja tão complicada. Temos esse jogo agora e o outro será só depois de 25 dias (serão 34 dias entre as duas partidas). Não dá para entender."

O técnico aproveitou também para se queixar da manutenção do clássico contra o Palmeiras, pelo Brasileirão, para sábado à noite, no Pacaembu. "Não podemos fazer nada simplesmente porque o Palmeiras não aceitou que jogo fosse adiado", resmungou o comandante santista.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.