Santos vence e derruba o Corinthians

Apesar de não fazer gol, Neymar teve uma boa atuação e foi decisivo no triunfo que põe o time da Vila na briga pelo título

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2011 | 00h00

O talento, e também a maturidade, de Neymar implodiram o Corinthians, que terminou a 24.ª rodada do Brasileiro sem a liderança e em crise após sair derrotado por 3 a 1 no Pacaembu. Poderia ter perdido por quatro ou cinco gols, graças a uma atuação perfeita e certeira do Santos no segundo tempo: a equipe da Baixada jogou com velocidade, explorando muito bem o contra-ataque.

A história do jogo mudou no intervalo. Nem foi preciso que Muricy Ramalho trocasse alguma peça. O que mudou foi a postura, não os jogadores.

O Corinthians controlou o jogo na maior parte dos primeiros 45 minutos, usando todas as limitações e deficiências de Léo. Saiu na frente, com Liedson. Mas sofreu o empate (Henrique marcou), numa jogada que se tornou um martírio para Chicão e Castán: a bola aérea.

No segundo tempo, apareceu Neymar, que destrói qualquer adversário. Não há marcação especial, ou alguém capaz de pará-lo, quando está com vontade de jogar. E é de se admirar como um garoto de 19 anos, prestes a assinar com o Real Madrid, continua jogando sem salto alto.

E também, diga-se, não se atirou em campo, cavando faltas, e tentando confundir a arbitragem. Contra o Corinthians, Neymar apenas jogou bola. O que nesse caso, significa muita coisa.

Foi decisivo mesmo sem ter feito gol. Cobrou escanteio - bateu quase todos -, e o Santos empatou com Henrique. Até aquele instante, aos 37 do primeiro tempo, o Corinthians dominava.

Aí veio o intervalo e os times mudaram de postura. O Corinthians perdeu a intensidade, tanto na marcação como no ataque.

E o Santos quase empatou aos 7 minutos, com Neymar passando por seus marcadores, deixando Alan Kardec na cara do gol.

A jogada do segundo gol também começou nos pés de Neymar, até culminar no rebote de Júlio César. A bola sobrou para Alan Kardec, que cruzou para Borges. O artilheiro do Brasileiro, com 17 gols, não perdoou.

O gol desestabilizou o Corinthians, que entrou em parafuso, morto em sua própria casa, o que não acontecia em clássicos desde 2006. Nem o fato de o Santos ter ficado com um jogador a menos - Henrique foi expulso aos 21 - fez o Corinthians melhorar.

O Santos matou o jogo aos 35, quando Alan Kardec tentou cruzar para Neymar, mas Chicão colocou contra as próprias redes - o gol foi anotado para Kardec.

O Pacaembu virou de costas para o Corinthians, xingando jogadores e o técnico Tite.

Para o Corinthians, a perda da liderança - caiu para terceiro - foi mais que emblemática. Foi cruel demais. Já Santos e Neymar continuam vivos e ainda vão dar trabalho no Brasileirão.

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