Santos vence mais uma. Fácil, fácil

Vítima de ontem foi o Grêmio Prudente. Com grande atuação de Elano, equipe santista aplicou [br]4 a 2 e segue imbatível

Livio Oricchio, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2011 | 00h00

As duas belas vitórias nos dois primeiros jogos no Paulista -, 4 a 1 no Linense, fora de casa, e 3 a 0 no Mirassol, no Pacaembu -, criaram grande expectativa com relação à atuação do Santos, ontem, diante do Grêmio Prudente, no estádio Eduardo José Farah, em Presidente Prudente. E o time correspondeu plenamente ao que se esperava dele: conquistou a terceira vitória seguida, por 4 a 2, e mais uma vez de forma convincente.

Se sem Neymar, na seleção sub-20, Ganso e Arouca, em fase de recuperação física, a equipe do técnico Adílson Batista já emite sinais de ser a favorita ao título no Estadual, com suas estrelas em campo a vantagem técnica deverá crescer ainda mais.

Não há como evitar as comparações entre a forma de jogar do Santos, hoje, e a do primeiro semestre do ano passado, quando a geração de Neymar e Ganso explodiu para o futebol. Adriano, Pará, Robson, Maikon Leite se movimentam muito e velozmente, criando espaços. Os gols saem naturalmente, como se tudo fosse muito fácil. Foram nada menos de 11 gols em quatro jogos, média de 3,6 gols por partida. Não é à toa que o Santos já é o líder isolado do Paulista, com 9 pontos. Como o próximo adversário é o São Caetano, que teve um início de campeonato difícil, a tendência é tornar seus números ainda mais expressivos.

"O Santos criou um estilo de jogo", definiu Elano, jogador que deu força ofensiva e equilíbrio ao meio de campo. Ele se referia não só ao ágil grupo que conquistou a Copa do Brasil e o Paulista no ano passado como ao seu próprio, de 2000, com Robinho, Diego e companhia. "O mais importante é que dificilmente o Santos perde uma oportunidade de gol. Numa partida, você tem três chances de gol e o Santos faz dois." Ontem conseguiu quatro.

O forte calor de Presidente Prudente, que fez a Federação Paulista instituir dois tempos técnicos, ao redor dos 25 minutos, para os jogadores se reidratarem, não limitou a fome de gol do Santos no começo do jogo. Já aos 13 minutos Elano fez 1 a 0 depois de ficar cara a cara com o goleiro Sidney, após receber passe de Keirrison. Aos 21, o árbitro Luís Flávio de Oliveira ajudou o Santos: apitou pênalti controverso no eficiente Maikon Leite, na esquerda da área. De novo, Elano converteu: 2 a 0.

O Grêmio Prudente, do técnico interino Fábio Giuntini, começou o segundo tempo tentando o gol. Mas já aos 8 minutos, no contra-ataque, Keirrison aproveitou rebote do goleiro, depois de chute forte de Robson, e fez 3 a 0. Apenas 8 minutos depois Maicon Leite recebeu passe de Robson, em cobrança de falta, e ampliou: 4 a 0. Com a guarda baixa, o Santos permitiu ao Grêmio Prudente marcar dois gols. Aos 25, Rômulo fez de pênalti, após puxão de Edu Dracena em Jadson, e aos 36, em que o bom goleiro Rafael falhou na cobrança de escanteio de Bruno Ribeiro.

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