Santos vencia bem e se perdeu. Situação é difícil

Depois de jogo nervoso com o Colo Colo, time pega Cerro Porteño, fora, sem Neymar, Zé Eduardo e Elano, suspensos

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2011 | 00h00

O Santos enfim venceu a primeira na Taça Libertadores. Mas exagerou no sofrimento. Depois de abrir ampla vantagem, teve três jogadores expulsos e levou dois gols do Colo Colo. Ganhou por 3 a 2 e, embora ainda respire com dificuldades, tomou ar suficiente para ter a classificação para as oitavas de final da Taça Libertadores ao alcance. O grito de comemoração foi contido.

Após garantir o placar, mais uma vez faltou tranquilidade aos Meninos da Vila. Logo após marcar seu golaço, Neymar, que já tinha cartão amarelo, foi expulso por infringir as regras ao comemorar com uma máscara.

Para complicar ainda mais, o Santos ficou sem seu ataque titular para enfrentar o Cerro Porteño, na próxima semana, em jogo decisivo para as ambições santistas na competição: Zé Eduardo envolveu-se em confusão com Scotti e os dois foram mandados para fora. E Elano, que já havia sido substituído, foi expulso do banco de reservas por ter jogado uma toalha em campo e também não joga no Paraguai.

"Já tivemos pesadelos demais. Agora era a hora de começarmos a sonhar", disse Elano, o autor do primeiro gol, aos 34 minutos, numa falta bem cobrada. "Eu queria saber o que fiz. Só estava chamando atenção do meu companheiro", justificou, aos prantos, o volante santista.

O resultado deixa o Santos a apenas um ponto dos chilenos. Mas ainda precisa vencer o Cerro Porteño - ontem o time bateu o Deportivo Táchira por 2 a 0 e assumiu a liderança do Grupo 5 com oito pontos, três à frente dos santistas-, para depender apenas de vitória sobre os fracos venezuelanos na última rodada e exorcizar de vez ameaça de eliminação que ainda ronda a Vila.

O Santos já começou a partida dando mostras de que a noite seria longa para a torcida que, pela primeira vez na competição passou de 10 mil pagantes na Vila Belmiro. Logo a oito minutos, Neymar tomou um cartão amarelo por pontapé em adversário. Não satisfeito, o craque santista ainda foi para cima do juiz. Se Roberto Silvera fosse um pouco menos tolerante, o jogo teria ganhado contornos dramáticos para o time da casa ali mesmo.

Mas não foi assim, embora os atacantes santistas ainda insistam demais em reclamar com a arbitragem em vez de se habituar ao modo como os árbitros sul-americanos levam as partidas da Libertadores.

Menos mal que Elano fez o gol do alívio. Do time e de Ganso, que recebeu o primeiro abraço do experiente volante santista após cobrança de falta. O resultado levou a torcida a esquecer um pouco que o camisa 10 está de partida e ontem teve outra atuação discreta. No minuto seguinte, aos 35, num contra-ataque, outro gol: desta vez de Danilo, que até driblou o goleiro.

Neymar ainda fez um gol de placa com direito a "lençol" em zagueiro. Mas o garoto foi expulso e o jogo, já definido, ficou quente de novo. O Santos ainda tomou dois gols, arriscou perder, mas o estrago maior para a classificação já havia sido feito. Problema para Muricy resolver.

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