Santos vira presa fácil do incrível Barcelona

Com amplo domínio em campo e 71% de posse de bola, time catalão não deu chances para que o rival tentasse algo

LUÍS AUGUSTO MONACO, ENVIADO ESPECIAL/YOKOHAMA, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2011 | 03h04

O veneno do Barcelona também matou o Santos. E sua ação foi rápida, porque em menos de 25 minutos o time de Muricy já tinha se transformado em mais uma presa devorada pela máquina de Guardiola. Os 4 a 0 no placar e os 71% de posse de bola mostram de maneira clara o tamanho da superioridade da equipe espanhola.

Na véspera do jogo, seu treinador se estendeu em elogios ao Santos, mas no campo o tratou como se fosse o Al-Sadd. Isso não é sinal de menosprezo, e sim da nobreza que distingue esse time dos demais. A ordem é respeitar os seus princípios contra qualquer adversário.

Se o Barça só jogasse com graça e coragem contra os pequenos não seria o time encantador que é. O que o torna tão admirado é que, diante dos grandes, não se encolhe nem abre mão de procurar o gol o tempo todo.

Ontem, fez o que fez com o Santos sem ter um atacante de ofício. Guardiola deixou Pedro e Alexis Sanchez no banco e escalou os meias Fábregas e Thiago. O objetivo era claro: encher o time de bons passadores para garantir a posse de bola pelo maior tempo possível.

Muricy também mexeu em seu time. Sacou Elano e colocou Léo, apostando no 3-5-2 para diminuir os espaços no meio de campo e nas costas dos zagueiros. Mas, diante do que definiu como "3-7-0" do adversário, viu a equipe ser dominada do primeiro ao último segundo.

Ele esperava chegar ao gol num contragolpe e, dessa maneira, houve duas chances antes de Messi abrir o placar aos 17 minutos - nas duas Neymar prendeu muito a bola. Aos 24 Xavi fez o segundo e liquidou o jogo - Muricy até foi se sentar, ciente de que não havia mais nada a fazer.

E, antes do fim do primeiro tempo, o Barça ainda mandou uma bola na trave e chegou ao terceiro gol com Fábregas. Era um recital oferecido pelos muitos craques da equipe e seguido com impotência pelo Santos.

No estádio havia a expectativa por uma goleada escandalosa no segundo tempo, porque o Barcelona criava chances com extrema facilidade.

Para sorte do Santos, o time espanhol não esteve preciso nas finalizações e por isso foi parado por Rafael. Só Messi conseguiu balançar a rede - e quem haveria de ser? -, num lance em que driblou o goleiro antes de rolar para a rede.

O Santos descobriu de uma maneira muito dolorosa o quanto é duro medir forças com o Barça. E o time de Guardiola mostrou mais uma vez como se joga futebol com simplicidade, beleza e eficiência.

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