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São José e Audax começam decidir a Copa do Brasil Feminina no ostracismo

Longe do brilhantismo que o futebol feminino viveu nas Olimpíadas do Rio, há dois meses, começa nesta quarta-feira a disputa pelo título da Copa do Brasil. A partir das 19 horas, sem nenhum glamour e abandonadas pelas autoridades desportivas, São José e Audax brigam pelo título da temporada. O primeiro jogo será disputado no estádio Martins Pereira, em São José dos Campos (SP).

Agência Estado, Estadão Conteúdo

19 Outubro 2016 | 07h30

O campeão vai sair após dois jogos, com a volta marcada para Osasco (SP), no próximo dia 27, às 19h30. O gol fora tem peso no desempate, mas se tudo terminar igual a definição irá para os pênaltis. Os finalistas superaram outros 30 participantes.

A realidade desta decisão é bem diferente do que ocorreu nas Olimpíadas. A partida de estreia entre Brasil e Austrália ficou com a maior audiência dos Jogos por um longo período de tempo, enquanto que o duelo das semifinais final entre Brasil x Suécia bateu o recorde de público da competição, com mais de 70 mil torcedores no estádio do Maracanã. O torneio ainda teve uma média de aproximadamente 24 mil pessoas por partida, números que não impediram da modalidade seguir no ostracismo no Brasil.

Poucas pessoas sabem da realização desta decisão, que foi abandonada pela televisão, sendo transmitida apenas via Facebook da equipe de Osasco. E não para por aí, a expectativa de público, inclusive, não é nem de 2 mil torcedores. Mesmo com o ingresso revertido em alimentos. Ou seja, a cada quilo de alimento não perecível, o torcedor tem direito a um bilhete.

Sem apoio, São José e Audax fazem uma final sem contar com nenhuma jogadora da seleção brasileira principal, que não contará mais com o orçamento de R$ 80 milhões anuais. O técnico Osvaldo Alvarez, o Vadão, e toda comissão técnica, inclusive, têm contrato apenas até o final de dezembro. Nada mudou na estrutura da modalidade.

As principais jogadoras estão no exterior - na França, Inglaterra, Espanha e inclusive no mercado ascendente da China. Parece que a modalidade no país vai mesmo viver na miséria ou no esforço individualizado de alguns dirigentes e poucos clubes.

Organizada desde 2007, a Copa do Brasil já teve diversos campeões. No ano de sua inauguração, quem conquistou o título foi o Saad-SP. Outros clubes que também levantaram o caneco foram Santos (2008 e 2009), Duque de Caxias-RJ (2010), Foz Cataratas-PR (2011), São José (2012 e 2013), Ferroviária (2014) e Kindermann-SC (2015). O Corinthians, por sua vez, aparece como azarão nesta decisão na parceria com o Audax.

HORA DE MUDANÇA - A Conmebol, entidade responsável pelo continente sul-americano, deu o primeiro passo para quebrar este ostracismo. Foi definido que a partir de 2019 só participará da Copa Libertadores ou da Copa Sul-Americana a agremiação que tiver uma equipe feminina. Pode ser uma medida capaz de ajudar a mudar o rumo da história.

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