São Paulo acaba com equipe de judô

O São Paulo não tem mais a equipe de judô competitivo. Demitiu os judocas e os técnicos do grupo que mantinha em parceria com a Academia Rogério Sampaio. O ex-judoca e campeão olímpico Aurélio Miguel diz que a atitude de Marcelo Portugal Gouvêa, presidente do São Paulo, é revanche ao seu voto contrário na eleição do Conselho Deliberativo do clube, na semana passada.O vereador Aurélio Miguel contou que contrariado por não ter seu voto e do ex-presidente patrimonial do clube e atual vice-presidente da Federação Paulista de Judô, José Roberto Canassa, Portugal Gouvêa já tinha ameaçado acabar com as atividades do departamento. E cumpriu a ameaça.Estão sem clube, os pesos leves Leandro Guilheiro, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e Daniele Zangrando, medalha de bronze no Mundial Sênior, em 1995, e o tricampeão paraolímpico, o médio Antonio Tenório. O técnico Luiz Shinohara, da seleção brasileira, também foi dispensado.Antes da conquista de Guilheiro, a única medalha olímpica do São Paulo, era a de Adhemar Ferreira da Silva, em Helsinque, em 1952. "Com a atitude revanchista, o presidente do São Paulo deixa claro que não entende nada de esporte. Com esse gesto mesquinho e vingativo, mostra o seu modo de agir. Durante 20 anos briguei contra o autoritarismo de Joaquim Mamede. Esta atitude do senhor Marcelo Portugal Gouvêa não deixa nada a dever ao estilo mamediano de comandar".Marcelo Portugal Gouvêa confirmou que Aurélio Miguel não pode mais ser o coordenador do departamento, porque não apóia sua administração. Justificou a decisão de acabar com a equipe competitiva dizendo que o clube não tem outra pessoa para assumir o judô. "Só participa da Diretoria quem me acompanha na administração e na política."

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