São Paulo admite pôr reservas em eventual final

Mas, amanhã, contra o Santos, no Morumbi, time terá força máxima para buscar a primeira vitória em clássicos no ano

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

10 de abril de 2010 | 00h00

Para tentar ganhar o primeiro clássico no ano, o São Paulo vai escalar o que tem de melhor amanhã, no Morumbi, contra o Santos. Mas os compromissos pela Libertadores, que, segundo os tricolores, influenciaram nas derrotas para Palmeiras, Corinthians e o próprio Santos, podem obrigar Ricardo Gomes a pôr em campo um time reserva em uma eventual passagem às finais do Campeonato Paulista.

"O São Paulo foi o único que teve clássicos antes de cada jogo pela Libertadores, que é a nossa prioridade. Isso explica (as derrotas), mas agora é decisivo", lembra o treinador.

O São Paulo chega cansado para o jogo de ida das semifinais do Estadual, após quatro confrontos importantes em 11 dias; um clássico (derrota para o Corinthians), uma viagem ao México (empate com o Monterrey, pela Libertadores) e a reta final do Estadual (vitórias sobre Botafogo e Santo André). Tudo isso poupando minimamente o elenco.

"Apesar dos problemas de datas, temos um elenco que pode responder", diz Ricardo Gomes, que considera a hipótese de usar um time misto se passar pelo Santos. "A final (do Paulista) coincidirá com jogos importantes pela Libertadores. Poderá ter uma surpresa se a gente passar."

Poupado em alguns jogos, o volante/lateral Jean afirma que a maratona será recompensada com a folga na próxima semana. "Vamos completos contra o Santos, sem pensar em se poupar."

Patrocínio. O clube anuncia hoje acordo com a Hypermarcas, que também patrocina o Corinthians, para ostentar as marcas Bozzano e Zero-Cal na camisa durante um mês. O período coincide com a fase decisiva do Campeonato Paulista.

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