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Nilton Fukuda/AE - 07/02/2012
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São Paulo amansa Leão e afina discurso

Após divergências com a diretoria, treinador para de exigir contratações para preservar bom clima

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h05

SÃO PAULO - A diretoria do São Paulo, enfim, amansou Emerson Leão. Depois de algumas divergências na montagem do elenco, o treinador tem amenizado suas declarações, parou de exigir reforços e mostra um discurso mais afinado com o dos dirigentes para evitar atritos em meio ao bom começo de temporada do time.

Faltando apenas algumas peças para fechar o elenco, Leão diz que teve pouca influência na vinda de atletas. E garante não se importar. "Quando cheguei, sugeri o (Diego) Tardelli, mas era um valor alto e o jogador estava bem colocado em seu clube (o atacante está no Al-Gharafa, do Catar). Os outros jogadores eu não pedi", afirma Leão. "Mas não tem problema, (a diretoria) pode escolher, minha função é de treinar e escalar o time."

No início da temporada, Leão afirmou que trabalhava para ter boas opções e, assim, descartar o uso de jogadores fora de posição. Amanhã, contra o Comercial, terá de escalar o zagueiro João Filipe na vaga de Piris, que não tem reserva na direita.

"A improvisação, dentro de algo em que o atleta sabe fazer, passa a ser necessária e rotineira", minimizou o treinador, que não mostrou sinais de irritação com a demora para a contratação de um lateral. "Está perto do fim. Já está encaminhado." Segundo a diretoria do Tricolor, o novo nome deve ser anunciado nas próximas duas semanas e vai fechar a temporada de contratações previstas para este início de ano.

A busca por um reserva para Denis também virou assunto encerrado para Leão. Após o treinador confirmar que buscava um substituto provisório para Rogério Ceni (um goleiro jovem e alto, segundo ele), a diretoria garantiu que não haveria necessidade. Segundo os dirigentes são-paulinos, o jovem Léo, de 21 anos, dará conta do recado, caso seja preciso.

O fracasso nas tratativas para tentar contratar Nilmar frustraram os planos de Leão de reforçar o ataque com um companheiro forte para Luis Fabiano. Leão evitou, no entanto, falar sobre a vinda de um outro nome para a vaga. "Isso depende de oportunidades e não podemos virar as costas para elas", disse o técnico, usando um discurso muito semelhante ao praticado pela diretoria. Ele sabe, porém, qual o perfil que busca. "Não precisamos de um jogador com estilo corredor, mas um centroavante, que chegue na área."

De saída. Aos poucos o São Paulo termina a faxina em seu elenco para acabar com a saia justa de treinar atletas à espera de negociação. Juninho, que volta ao LA Galaxy, dos EUA, e Cléber Santana, perto de ser anunciado pelo Avaí, estão entre os últimos a deixar o clube. Os próximos serão o lateral-esquerdo Juan, que aguarda oferta, e o zagueiro Bruno Uvini, que deve ir por empréstimo para a Europa.

Emerson Leão admite que, com o elenco reduzido, terá mais facilidade para trabalhar. "Quero poder escalar vários atletas sem medo de errar. Às vezes tem um atleta que está mal, mas fica em campo porque o reserva não está à altura", disse o técnico. "Quando tivermos este elenco, aí sim os jogadores passam a adquirir responsabilidades e são cobrados por isso."

Com a possível vinda de um reserva para Piris na lateral direita, Leão afirma que poderá ter mais opções, incentivando a concorrência em todos os setores. "Estamos reformulando o elenco para não termos titulares fixos, que são aqueles que não têm substitutos."

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