São Paulo ataca para manter o G-4 como alvo

Equipe não vence faz 4 jogos e tem obrigação de bater a Portuguesa, para que vaga na Libertadores continue possível

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2012 | 03h03

Dois jogos em casa e a obrigação de conquistar seis pontos para não dar adeus ao G-4 definitivamente. A realidade do São Paulo após acumular quatro partidas sem vencer é direta e dura. Caso volte a escorregar hoje contra a Portuguesa, no Morumbi, a equipe praticamente liquida qualquer expectativa de ingressar no bloco principal e entrar na Libertadores do ano que vem via Campeonato Brasileiro. Já são seis pontos de diferença para o Vasco, o último dos times que estariam classificados e que joga amanhã contra o Cruzeiro.

Ciente da necessidade do resultado, Ney Franco resolveu abrir a equipe e vai mandar a campo um Tricolor com três atacantes e apenas um volante com características de marcação. Luis Fabiano está recuperado de lesão no ombro e formará o trio de frente com Lucas e Osvaldo, mantido na equipe no lugar de Casemiro, que volta para o banco. Denilson, outro que retorna ao time após cumprir suspensão, ficará na contenção, ao lado de Maicon, que atuará mais recuado. Quem também está de volta é Rhodolfo. O zagueiro recuperou-se de dores na coxa esquerda e forma a zaga com Rafael Toloi.

"Temos muitas opções, o Casemiro e o Wellington foram muito bem contra o Atlético-MG, mas quero entrar com uma equipe mais ofensiva e com esses três atacantes. Essas saídas estão mais relacionadas à minha opção por um jogo mais ofensivo do que em relação à performance individual'', explicou o treinador. O camisa 5, porém, deve continuar na equipe, improvisado na lateral direita, uma vez que Douglas está suspenso, assim como Paulo Miranda, que vinha ocupando a posição quando o titular não podia atuar.

Más lembranças. O encontro do primeiro turno foi traumático para o Tricolor. Recém-eliminado da Copa do Brasil, o time fez uma das piores apresentações da temporada na derrota por 1 a 0 no Canindé e enfrentou a fúria da torcida. O resultado sacramentou a queda de Emerson Leão. "Não pensei sobre aquele confronto. O que vi foi muito progresso da Portuguesa com a mudança de sistema de jogo. O Léo Silva comanda o meio, o Marcelo Cordeiro vai bem na lateral, o Dida é um goleiro experiente e o Bruno Mineiro é um jogador muito perigoso", analisou Ney.

Os jogadores sabem que não conseguem uma apresentação convincente desde a goleada sobre o Botafogo (4 a 0), no dia 30 de agosto. Pressionados pelo mau momento, os atletas querem dar a resposta em campo para um último esforço na briga pelas primeiras posições.

"Somos nós, jogadores, que entramos em campo e somos responsáveis por tudo o que está acontecendo. Não estamos conseguindo achar o caminho das vitórias, não estamos conseguindo vencer nesse momento, mas uma hora tenho certeza de que isso vai mudar. Espero que essa reação comece no sábado (hoje), pois precisamos muito vencer para chegar ao G-4", alertou Lucas.

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