São Paulo avança sem muito esforço

Time repete placar do jogo de ida, elimina Bahia no Morumbi e vai enfrentar Nacional (URU) ou Liga de Loja (EQU)

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h03

Confortável com a vantagem construída no duelo de ida e pouco ameaçado durante os 90 minutos, o São Paulo não teve dificuldades para confirmar sua classificação para a próxima fase da Copa Sul-Americana ao repetir no Morumbi a vitória por 2 a 0 do Pituaçu em partida que valeu pelo segundo tempo. O Tricolor agora aguarda o vencedor de Liga Deportiva Universitária de Loja (Equador) e Nacional, do Uruguai, no dia 29.

Apesar da noite agradável e do horário mais cedo que o habitual, poucos são-paulinos se aventuraram a acompanhar a partida no Morumbi por causada baixa atratividade do duelo. O primeiro tempo teve ritmo tão sonolento que o árbitro Sandro Meira Ricci encerrou o primeiro tempo antes de esgotar o tempo regulamentar.

A equipe esperou os primeiros minutos para verificar o quanto de esforço precisaria imprimir para garantir o resultado e percebeu que bastaria se comportar bem taticamente que não seria ameaçado. O Bahia bem que tentou, mas esbarrou nas próprias limitações e na boa marcação no meio para se ver sem muitas alternativas. Ainda assim assustou Rogério Ceni.

O jogo então serviu como laboratório para Ney Franco esboçar o time que pode enfrentar o Corinthians no domingo, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. A exemplo do jogo contra a Ponte Preta no último sábado, Paulo Miranda foi escalado como um "falso" lateral-direito; atacava com liberdade (e certa falta de jeito) e voltava para compor a zaga com Rhodolfo e Rafael Toloi quando o Bahia tinha a bola. Cícero ficou com uma vaga no meio e por muitas vezes apareceu como centroavante para atuar ao lado de Lucas e Ademilson.

Se defensivamente o time ficou bem postado, os lances de ataque só começaram a aparecer na segunda etapa. Por inúmeras vezes o Tricolor optou por afunilar as jogadas pelo meio em tabelas infrutíferas. Cortez, que deveria ser o canal para abrir a defesa, apoiou com discrição e se preocupou mais em resguardar seu setor na defesa. Com Ademilson apático, sobrou para Lucas tentar resolver tudo sozinho, mas não esteve em seus melhores dias e não conseguiu jogadas de efeito de sempre. Ney Franco percebeu que não seria ameaçado e começou a fazer as trocas: mandou Osvaldo e Willian José a campo nos lugares de Ademilson e Jadson.

Os jogadores que vieram do banco deram nova cara à partida, que começou a ganhar vida aos 16 minutos quando Cícero exigiu difícil defesa de Marcelo Lomba em chute cruzado, a primeira finalização perigosa dos donos da casa. Sete minutos mais tarde o Tricolor já vencia por 2 a 0. Willian José, em belo chute aos 18, e Maicon, concluindo da pequena área boa jogada aos 23, deram os números finais ao duelo. Curiosamente, foi justamente quando a fatura estava totalmente liquidada é que os são-paulinos ficaram com fome de bola e protagonizaram belos lances, como uma cavadinha de Paulo Miranda e finalização de letra de Osvaldo, ambos defendidos com dificuldade por Marcelo Lomba e que arrancaram aplausos da torcida.

O adversário não era dos mais fortes, mas serviu para deixar a equipe motivada para o duelo contra o Corinthians. Se repetir no domingo um padrão parecido com o do segundo tempo de ontem, tem boas possibilidades de vencer o rival no Pacaembu.

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