São Paulo, cada vez mais na briga

Time ganha do Cruzeiro por 2 a 0, no Morumbi, e volta a sonhar em erguer o terceiro título nacional seguido

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

29 de setembro de 2008 | 00h00

Todos abraçados, no círculo central do Morumbi, e o grito de "Estamos vivos, estamos vivos." Desta maneira os jogadores do São Paulo comemoraram a importante vitória sobre o Cruzeiro, por 2 a 0 ontem, com gols no fim. O resultado recoloca o atual bicampeão nacional na briga pelo título."Na verdade, nunca estivemos mortos, mas o Grêmio vinha com vantagem muito grande e, aos poucos, vamos diminuindo a diferença", observou Bosco, o responsável por falar com os companheiros no meio do campo assim que Leonardo Gaciba apitou o fim da partida. Titular ontem e, provavelmente, diante do Ipatinga, sábado, e contra o Náutico, dia 9, o goleiro tenta passar a mesma liderança que o capitão e dono da posição, Rogério Ceni, desfalque por causa de contusão muscular na panturrilha direita sentida no treino de sábado.Na briga pelo título sendo o quinto colocado? Sim. Mesmo fora até do G4, o São Paulo vem transformando em realidade o até dias atrás, apenas sonho de conquista. Ao ganhar ontem, a equipe se igualou em ponto com os próprios mineiros e com o Flamengo, terceiro e quarto colocados, respectivamente. Está a quatro de Palmeiras e Grêmio e vem crescendo na reta final.Já são sete jogos de invencibilidade, maior seqüência no Brasileiro. Levando em consideração a teórica fragilidade dos próximos adversários, Ipatinga e Náutico (ambos lutando contra queda à Série B), os são-paulinos podem começar a esfregar as mãos para encostar nos líderes Grêmio e Palmeiras.Há um pacto no Morumbi para a soma de nove pontos seguidos. O primeiro passo veio ontem, com futebol convincente, domínio de jogo e muitas chances de gols criadas."Temos de voltar a jogar um bom futebol para trazer a torcida de volta ao estádio", discursou Muricy Ramalho antes de a bola rolar, ciente de que sua equipe ainda não vinha apresentando algo que merecesse público grande no Morumbi. Ontem, foram pouco mais de 20 mil torcedores no estádio, bem aquém à temperada passada, na qual chegou a levar quase 70 mil pessoas em suas partidas.E quem encarou a tarde fria paulista, com termômetros entre 14 e 17 graus, se assustou quando Bosco puxou a fila para entrar no gramado. Poucos sabiam da contusão de Rogério Ceni. O desfalque do camisa 1 só foi confirmado por volta das 14h30, após um teste já nos vestiários. Ainda sentindo desconforto na panturrilha, o goleiro preferiu não arriscar."Estava de sobreaviso desde sábado", revelou Bosco, o substituto, que há muito tempo não jogava. Supriu a falta de ritmo com experiência nos poucos lances aos quais foi exigido.Na verdade, Bosco passou o jogo todo sofrendo com a série de gols desperdiçados pelo time. Fábio, o goleiro mineiro, fazia milagres do outro lado. Thiago Heleno, zagueiro, salvou os mineiros duas vezes, ao cortar as cabeçadas de Jorge Wagner e Hugo em cima da linha.A injustiça no placar se arrastou até os 35 minutos da fase final quando, de cabeça, André Dias colocou o São Paulo na frente do placar. Jancarlos, em cobrança de falta aos 48 minutos, cumprindo ordem de Muricy, garantiu a vitória, suada, sofrida, mas merecida.

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