São Paulo com receio da arbitragem

Enquanto o time tenta se concentrar na partida contra o Arsenal, cartolas temem a força política do adversário, fundado por Julio Grondona, presidente da AFA

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h26

O São Paulo tem receio da influência da arbitragem para a partida de hoje contra o Arsenal, que pode ser decisiva para o futuro da equipe na Libertadores. O equatoriano Omar Andrés Ponce foi escalado para comandar o duelo e já entra em campo pressionado pela atuação polêmica de Wilmar Roldán, que marcou um pênalti para os argentinos no jogo no Pacaembu entre as duas equipes. Para Adalberto Batista, diretor de futebol do clube, existem motivos para ficar com o pé atrás. "Estamos preocupados com a arbitragem. Acho que por causa dessa diferença financeira que as equipes brasileiras têm em relação aos outros times da América Latina, estão tentando equilibrar de outra forma. É gritante", acusa.

Recentemente, ele também lembrou da grande força política do Arsenal, que foi fundado por Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol Argentino e integrante influente da Conmebol e da Fifa. "Nós sabemos que com alguns times sempre precisamos de mais cuidado. O Grondona é muito forte nas confederações. Mas temos de jogar bola", chegou a dizer. O capitão Rogério Ceni também está receoso em ver sua equipe perder o rumo e pede tranquilidade. "Acho que jogos assim têm muita provocação. São muito faltosos e violentos em certas ocasiões. Na Libertadores é preciso ter cabeça boa e tentar acabar com 11 em campo, senão você acaba sendo pressionado no fim do jogo", diz.

Alheio ao debate sobre a influência da arbitragem, os jogadores embarcaram ontem para Buenos Aires. Mais uma vez o técnico Ney Franco optou por esconder os trabalhos, mas os próprios atletas garantem que não haverá muita novidade. "Não tem muita diferença, o time é praticamente o mesmo. Nosso foco é conseguir a vitória", avisa Denilson, que desfalcou a equipe nos últimos confrontos, mas estará de volta no meio de campo. "Estou pronto e 100% fisicamente. Tenho certeza de que vou ajudar o time."

Sinal de alerta. A situação do São Paulo no Grupo 3 da Libertadores não é das mais confortáveis, até porque o próximo jogo da equipe também será fora de casa - enfrenta no dia 4 de abril o The Strongest, na Bolívia. Os jogadores sabem que uma vitória diante dos argentinos deixaria a situação um pouco melhor na chave. "Ainda não fazemos conta. A nossa conta é fazer uma boa partida e somar os três pontos", explica o experiente zagueiro Lúcio, que garante saber lidar com a ansiedade. "Pressão temos em todo o jogo. Precisamos vencer todas as partidas e estamos acostumados com isso. Vamos procurar fazer nosso trabalho e vencer fora de casa, que é importante."

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