Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

São Paulo conta com a ajuda dos veteranos para superar crise

Time tricolor aposta em Rogério Ceni, Luis Fabiano e Rhodolfo para conduzir os companheiros

Fernando Faro, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2012 | 03h11

SÃO PAULO - Para alcançar o objetivo de deixar a crise para trás, o São Paulo se apoia mais do que nunca em seus líderes e aposta em Rogério Ceni, Luis Fabiano e Rhodolfo para conduzir os companheiros.

Embora possua jogadores com bagagem internacional e passagem pela seleção, o elenco tem uma média de idade pouco superior a 24 anos e alguns dos mais veteranos sempre foram coadjuvantes nos antigos clubes. Jadson, por exemplo, ganhou dez títulos no Shakthar Donetsk, mas não é visto como alguém capaz de assumir a responsabilidade. Cícero, um dos atletas mais importantes do elenco, tem apenas um campeonato catarinense e uma Copa do Brasil no currículo profissional.

Luis Fabiano e Rhodolfo são as duas vozes mais atuantes dentro de campo e têm total confiança da comissão técnica. O zagueiro costuma ser o capitão na ausência do camisa 9 e é um dos mais ponderados na hora de orientar e cobrar o time. Mais explosivo, o atacante às vezes peca pelo temperamento, mas é admirado e respeitado pelos colegas por sua postura positiva. "Temos que acreditar em nosso trabalho. Vou ajudar com minha experiência e dar toda força possível. Se começarmos a desconfiar um do outro a coisa desanda e vai ser pior", disse.

Rogério deve ganhar ainda mais importância a partir de agora. Mesmo machucado, ele sempre comparece aos jogos no Morumbi e participa ativamente das preleções. Aos 39 anos e próximo da aposentadoria, o ídolo ainda é visto como fundamental para manter o equilíbrio do grupo. Sua simples participação nos treinos e nas brincadeiras no campo já ajuda a aumentar a confiança. O trio estará à disposição, mas não espera fazer tudo sozinho. Como bons mentores, os mais experientes prometem educar os novatos a conviver com as cobranças. "Existem jogadores jovens que têm certa experiência. Nosso papel é conversar e passar confiança, mas cabe a eles querer sair dessa situação. É a cabeça deles que vai decidir até onde querem chegar na carreira", afirmou o Fabuloso.

Enquanto procura a confiança perdida, o Tricolor se escora no seu trio de líderes para deixar os dias ruins para trás. O esforço precisa ser coletivo, mas os primeiros passos já foram dados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.