São Paulo contra seus demônios em Brasília

Sem vencer desde a segunda rodada, equipe tricolor encara o Flamengo no Mané Garrincha

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2013 | 02h06

Não adiantou derrubar o preço dos ingressos para R$10 na quinta-feira. A torcida jogou junto, incentivou e cantou até onde pôde, mas o São Paulo só empatou com o Atlético-PR e se afundou ainda mais na zona de rebaixamento. Por isso, o time será obrigado a iniciar a reação fora de casa, contra o Flamengo, para não deixar sua situação ainda mais dramática.

As equipes se enfrentarão hoje, no Mané Garrincha, em Brasília, às 16h, e não resta outra alternativa a não ser vencer. Nem mesmo o empate pode ser considerado bom resultado.

A partida marcará o início de uma espécie de "mini Campeonato Carioca" para o São Paulo. Isso porque, depois do Flamengo, a equipe vai encarar Fluminense, no dia 25, e Botafogo, em 1º de setembro.

A julgar pelo retrospecto fora de casa, o torcedor tem motivos para roer as unhas. O Tricolor venceu apenas uma partida como visitante no Brasileiro - 2 a 0 sobre a Ponte Preta, na primeira rodada - e vem de derrota para a Portuguesa no Canindé.

As atuações estão longe de inspirar confiança e o time tem dado mostras de descontrole emocional nos momentos mais críticos, como ficou claro contra o Atlético-PR. A equipe vinha jogando bem, mas, assim que abriu o placar, passou a dar espaços ao adversário até sofrer a igualdade. Depois, entrou em parafuso e não conseguiu construir uma única jogada.

"Estamos tomando gols que não estávamos acostumados a levar. Quando a fase é ruim, as coisas são mais difíceis, o gol parece que fica pequeno, mas sabemos da nossa qualidade e precisamos levantar a cabeça", afirmou Rodrigo Caio, que deve mais uma vez atuar ao lado de Rafael Toloi no miolo de zaga.

A frase do jovem jogador reflete com precisão o nervosismo que tomou conta da equipe e tem sido o principal foco do trabalho de Paulo Autuori, que reclama da falta de tempo para treinar a equipe, fato que ele poderá mudar a partir de segunda-feira, quando terá a semana inteira para se dedicar aos inúmeros problemas do time. O setor mais complicado é o meio de campo, que tem sido fraco na marcação e sem criatividade para armar boas jogadas.

Autuori precisa mostrar serviço rapidamente porque o péssimo retrospecto em sua segunda passagem pelo clube (uma vitória, dois empates e oito derrotas) começa a deixar a diretoria incomodada e uma troca de comando não está descartada como solução emergencial.

No entanto, a avaliação do presidente Juvenal Juvêncio é que o técnico tem feito mudanças estruturais importantes, como o afastamento de Lúcio, mas os resultados precisam aparecer logo. "Estou no futebol há algum tempo e sei que essa é a realidade de qualquer treinador", argumenta Autuori.

A grande novidade do time será a entrada de Ganso, possivelmente na vaga de Jadson. O meia mais uma vez agradou ao treinador e teve a escalação confirmada tão logo o jogo contra o Atlético-PR terminou.

Como Autuori já disse que por enquanto não tem como escalar os dois juntos, a tendência é que Jadson saia. No ataque, mais uma vez Luis Fabiano está fora por causa da lombalgia que já o havia tirado do último jogo. A tendência é que o setor seja formado por Aloísio e Osvaldo.

Flamengo. A crise no São Paulo foi assunto proibido no Flamengo nos últimos dias. A ordem partiu de Mano Menezes, para quem o time não pode se preparar para o jogo imaginando que a má fase do rival seja uma vantagem.

O técnico lamentou a lesão sofrida por Leonardo Moura no jogo contra o Goiás. O lateral deve ficar fora do time por três jogos, no mínimo. No seu lugar, será improvisado o zagueiro Luiz Antonio. No meio da defesa, Mano confirmou a permanência de Chicão, que deverá substituir Wallace.

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