São Paulo deixa escapar a liderança

Com a derrota do Corinthians para o Flu, o Tricolor poderia assumir a ponta se vencesse o[br]Grêmio. Perdeu

Marcius Azevedo, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2011 | 00h00

O São Paulo entrou no gramado do Olímpico sabendo que uma vitória o colocaria na liderança do Brasileiro depois do tropeço do Corinthians, mas o time de Adilson Batista pouco fez para superar o Grêmio, foi derrotado com justiça por 1 a 0 e viu o rival se manter na dianteira.

A chance de liderar, em vez de impulsionar o São Paulo em Porto Alegre, teve um efeito contrário. A postura foi de uma precaução além do normal. Os tricolores abdicaram quase que totalmente do ataque, mudando de ideia apenas depois de sofrer o gol. Tarde demais.

O enredo do jogo foi o de um time com domínio quase que total contra um adversário preocupado muito mais em marcar, especulando pouco no campo de ataque, à espera apenas de se aproveitar de possíveis erros.

O Grêmio ficou teve tempo de posse da bola. O esquema do técnico Celso Roth com o atacante André Lima isolado à frente e três meias chegando de trás, além da subida dos dois laterais, se mostrava bastante eficiente.

Os gaúchos eram perigosos, principalmente pela direita. Convocado por Mano Menezes para o jogo com a Argentina, Mário Fernandes levava ampla vantagem sobre Juan. Marquinhos e Douglas também caíam pelo setor esquerdo, o ponto fraco do São Paulo. Adilson procurou socorrer o seu lateral, pedindo para Cícero ajudá-lo.

A maior preocupação do São Paulo era conter o ímpeto do Grêmio. O goleiro Rogério Ceni deixou o gol pelo menos duas vezes para arrumar o posicionamento do time no primeiro tempo. Além do lado esquerdo, o capitão estava preocupado com o comportamento dos volantes, que davam muito espaço.

A situação, porém, não mudava. O Grêmio conseguia dar trabalho ao time paulista, que chegava pouco ao gol de Victor. O lance mais perigoso foi com Dagoberto no começo do segundo tempo. O atacante chutou rasteiro e viu o goleiro espalmar para escanteio no pé da trave.

Justiça. A equipe gaúcha insistia. O gol parecia uma questão de tempo. Era só acertar uma boa jogada. E foi o que aconteceu aos 19 minutos da etapa final. Escudero encontrou Julio Cesar na esquerda, o lateral driblou Piris e cruzou rasteiro na altura da marca do pênalti. Douglas finalizou de pé esquerdo, de primeira, longe do alcance de Rogério Ceni.

Em desvantagem, o São Paulo tentou fazer o que não quis até então: atacar. O Grêmio se fechou bem, não foi ameaçado e fez justiça ao que foi o jogo em Porto Alegre.

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