São Paulo deixa vitória escapar diante do lanterna

Time chegou a abrir o placar aos 40 da etapa final, com Marlos, mas permitiu o América-MG [br]igualar 2 minutos depois

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

O técnico Adilson Batista mostrou ousadia antes dos clássicos com Palmeiras e Santos. Botou força máxima contra o lanterna América-MG, apostando que uma boa vitória daria a confiança necessária ao São Paulo. A atuação convincente, porém, não veio e o empate por 1 a 1 trouxe ainda mais preocupação. Para piorar, o time ainda perdeu Lucas, que levou o terceiro cartão amarelo.

Mesmo sem merecer, o São Paulo esteve muito próximo de pular para a vice-liderança do Brasileiro. Marlos marcou para o aos 40, mas Kempes empatou dois minutos depois e deu um placar mais justo ao que as equipes apresentaram. Os gols, marcados nos minutos finais, deram um toque de emoção a uma partida monótona. "Não soubemos segurar o resultado no fim e temos de trabalhar para evitar que isso se repita", lamentou Lucas.

Dificuldade de atacar. Na Arena do Jacaré, o técnico Adilson Batista tentou repetir as boas apresentações que o São Paulo tem mostrado como visitante neste Brasileiro. Desta vez, porém, teve pela frente um rival que não procurou se impor em casa. Com isso, o contra-ataque, maior arma do Tricolor, perdeu a eficácia. A principal dificuldade do time de Adilson tem sido lidar com a obrigação de atacar. Sem um atacante de área, o time só conta com a opção de usar a velocidade. Rivaldo, a exemplo dos outros jogos, tentou se adiantar e jogar entre os zagueiros, mas sem desenvoltura.

No primeiro tempo, o São Paulo até começou melhor, mas só foi para o vestiário com o empate graças a boas intervenções de Rogério Ceni.

Os são-paulinos têm a lamentar o cartão amarelo infantil sofrido por Lucas, que o tirou do clássico contra o Palmeiras. No meio-campo, o camisa 7 cometeu falta desnecessária, ainda na etapa inicial da partida.

O meia, por sinal, outra vez rendeu abaixo do esperado e prendeu demais a bola. Frequentemente, a aposta na arrancada, sua principal característica, tem se confundido com insistência em resolver tudo sozinho.

Nem a bronca indireta de Rivaldo, que há algum tempo reclamou do individualismo de alguns novatos, tem funcionado.

Ao seu lado no ataque, o artilheiro do São Paulo no ano pouco fez. Dagoberto, 17 gols e 14 assistências em 2011, teve atuação apática e deu lugar a Fernandinho aos 20 do segundo tempo - em menos tempo, o reserva obteve maior participação.

Sentindo a dificuldade da equipe, Adilson também deu mais uma chance a Marlos. O meia, que substituiu Rivaldo nos 15 minutos finais, ainda conseguiu balançar a rede, com mérito pessoal. Aos 40, ele cruzou para Wellington, que não conseguiu completar, mas pegou o rebote para abrir o placar. No lance seguinte, porém, a defesa afastou mal um cruzamento e Kempes pegou o rebote, em uma quase bicicleta, para igualar o marcador.

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