São Paulo em ritmo de férias e despedidas

O São Paulo hoje, contra o Atlético-MG, no Morumbi, despede-se de um ano atípico em sua história recente. Não chegou a nenhuma final, tampouco segue na disputa pelo título brasileiro até a última rodada como na temporada passada. Deixou de ambicionar uma taça há muito tempo. Vaga na Taça Libertadores virou tarefa impossível há um mês.

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2010 | 00h00

O clima entre os jogadores durante a semana era de férias e de despedidas. Muitos titulares não entrarão em campo - Miranda, Alex Silva, Rodrigo Souto, Fernandão, Dagoberto - e se divertiram em animadas confraternizações durante a semana. Também aproveitaram para se despedir de companheiros que não permanecem na próxima temporada, casos de Jorge Wagner e Richarlyson.

O meia, muito respeitado pela direção, deixa o clube pela porta da frente. Além de receber uma placa pelo sua dedicação em quatro temporadas, ainda terá oportunidade de dar adeus à torcida. Joga hoje contra os mineiros e depois parte rumo ao Japão, onde deve permanecer pelo menos um ano antes de voltar e encerrar a carreira no Bahia, time de seu coração.

Já Richarlyson sai pela porta dos fundos. Embora seja muito querido pelos companheiros, atraiu a ira da torcida, da diretoria e até do técnico Paulo César Carpegiani quando acumulou atos de indisciplina dentro de campo e foi expulso por sucessivas oportunidades durante o Campeonato Brasileiro. Prejudicou a equipe, não terá o seu contrato renovado e, pior, sequer foi relacionado para o jogo que poderia ser de sua despedida.

"Nem sempre a gente consegue agradar a todos. Fico feliz de ter agradado à maioria", declarou o jogador, sem disfarçar certa mágoa por não ter permanecido no São Paulo. "É contra a minha vontade, queria permanecer. A justificativa é que na nova filosofia de trabalho eles vão priorizar a base. E por a gente não ter conquistado um objetivo maior esse ano a diretoria quer reformular o elenco."

Se foi dispensado, Richarlyson sai com certeza de que teve uma passagem vitoriosa pelo clube: um título mundial (2005) e três brasileiros (2006 a 2008).

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