São Paulo empata no Rio e agora pensa em 2011

Chance mínima de ir à Libertadores fica ainda menor com a igualdade por 1 a 1 com o Vasco, em São Januário

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

A exigência para o São Paulo seguir sonhando com uma remota vaga na Libertadores era uma vitória. Mas tudo que a equipe tricolor conseguiu, em São Januário, foi um empate por 1 a 1 com o Vasco. O sonho de estar na competição continental no próximo ano ficou mais longe.

Quem dizia que a partida não valia nada para nenhuma das equipes, primeiro era porque não olhou com atenção à tabela de classificação - o São Paulo, a cinco pontos do G-4, ainda tem chances de ir para a Libertadores. Depois ainda mordeu a língua várias vezes antes dos 10 minutos. Vasco e a equipe tricolor iniciaram a partida com escalações bem ofensivas, focados no ataque. E antes que se pudesse parar para fazer uma primeira análise, já haviam chegado perto do gol duas vezes cada uma.

Depois que a poeira baixou, o Vasco fez valer o mando de campo e teve mais domínio do jogo. Então a equipe carioca mostrou porque não luta por objetivos mais nobres nesta competição: desperdiçou uma chance de gol atrás da outra e não traduziu a posse de bola muito maior em vantagem no placar.

O São Paulo correu muito, mas depois da saída de Dagoberto, com dores na coxa, jogou pouco. "Nosso treinador dá ênfase na posse de bola, mas a gente rouba e perde de novo. Aí fica difícil para o pessoal da defesa", reclamou o zagueiro Alex Silva.

Mas técnico de futebol não gosta de correr riscos. Então tanto Carpegiani quanto Gusmão fizeram substituições que fizeram o jogo cair do mais alto grau de emoção para um padrão de sonolência incrível. Mas não é que quando as oportunidades diminuíram, os gols saíram?

O torcedor vascaíno, que já caía no sono, foi acordado por uma bomba de Éder Luis, o artilheiro da equipe no Brasileiro - nove gols. O ex-são-paulino descarregou toda sua raiva contra o adversário e a mira foi perfeita: o ângulo da meta de Rogério Ceni.

O torcedor são-paulino também teve motivos para comemorar, mesmo que de forma tímida. O promissor Lucas Gaúcho mal entrou e anotou o seu golaço, de letra, para empatar. Tem todo o ano que vem para dar alegrias.

Carpegiani entende que o São Paulo poderia até ter obtido a vitória. "Melhoramos no segundo tempo e se tivéssemos forçado um pouquinho mais, talvez o time tivesse ganho o jogo.""

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