São Paulo enfrenta tabu de 3 anos

São Paulo enfrenta tabu de 3 anos

Time, no entanto, diz que importante é o momento. Corinthians se preocupa em evitar a eliminação precoce na competição

Bruno Deiro e Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2010 | 00h00

Já são mais de três anos de tabu. Pesa sobre o São Paulo o jejum de não vencer o Corinthians há oito partidas. A última vez que a equipe tricolor bateu um dos maiores rivais foi no longínquo 11 de fevereiro de 2007, durante a primeira fase do Campeonato Paulista (3 a 1, no Morumbi).

De lá para cá, quatro vitórias corintianas e quatro empates. Na temporada passada, os são-paulinos ainda amargaram duas derrotas particularmente dolorosas nas semifinais do Estadual. No Pacaembu, Cristian marcou o gol decisivo no último minuto (2 a 1). No jogo de volta, em casa, nova decepção tricolor. Desta vez quem acabou com a partida foi Ronaldo, que começava a mostrar o futebol que o consagraria como o melhor jogador daquela competição.

Os são-paulinos tentam não lembrar da escrita negativa antes do clássico. Mas dói no orgulho. "A gente não pode entrar em campo pensando que não vence o Corinthians há tanto tempo, porque aí que a gente não acaba com este tabu mesmo", diz o centroavante Washington. "Temos que pensar em errar o mínimo possível, fazer um bom jogo. E lembrar do tabu depois, se conseguirmos acabar com ele."

Histórico incômodo. O retrospecto incomoda o São Paulo, mas os dirigentes garantem que não cria influência, ansiedade ou pressão na equipe. "Os resultados anteriores fazem parte do passado", afirma o superintendente de futebol tricolor, Marco Aurélio Cunha. "Este é um outro momento, outro jogo, temos que pensar apenas no presente e lembrar que o Corinthians está numa situação mais difícil do que a nossa."

O lado tricolor não vê, contudo, o protagonismo numa possível eliminação do Corinthians como fator de motivação. "Não podemos escolher nossos adversários na fase decisiva do Paulista. Temos de pensar apenas na nossa pontuação e tentar fazê-la suficiente para nos classificarmos às semifinais", salienta o técnico Ricardo Gomes.

Mas a eliminação precoce é tudo que o Corinthians quer evitar. Vai precisar que o tabu aumente. "Essa é a mesma vantagem que o Palmeiras (que também não perdia para o rival há três anos) saiu no último clássico com a gente. Não adiantou nada porque a gente venceu (1 a 0)", diz o técnico corintiano Mano Menezes. Na hora do jogo, o retrospecto não defende nem bate pênalti, mas dá o tom da tensão que envolve a partida.

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