São Paulo entre LG e Emirates. Mas abaixo dos R$ 30 milhões

Presidente Juvenal Juvêncio afirma que clube recebeu uma proposta para ser definida em 'dois ou três dias'. O valor do contrato não deve chegar, entretanto, ao pretendido pela diretoria após o hexacampeonato nacional

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

24 de dezembro de 2008 | 00h00

O presidente Juvenal Juvêncio espera terminar 2008 com uma boa notícia: a definição do patrocinador do São Paulo para a próxima temporada. O Estado apurou que apenas duas empresas estão no páreo para estampar sua marca na camisa do hexacampeão brasileiro: a Emirates Airlines e a LG, parceira do time do Morumbi desde 2001. AOC, Samsung e Philips saíram da disputa. "Temos uma proposta que é para definição rápida, coisa de dois ou três dias", afirmou Juvêncio, ontem. E o dirigente parece disposto a negociar até no Natal. De maneira até surpreendente, a sul-coreana LG ressurgiu na disputa. A empresa de eletroeletrônicos tem trajetória instável em sua relação com o clube. Na metade do ano, não exerceu seu direito à prioridade para revalidar o vínculo. Além disso, atrasou pagamentos em 2007 e até recorreu à Justiça, em 2004, para fazer valer a primeira renovação de contrato. Causou descontentamento, também, ao não ser tão ativa nos planos da diretoria de marketing. Entretanto, a valorização da camisa do São Paulo, que conquistou o 3º título brasileiro consecutivo e disputará a Taça Libertadores pela 6ª vez ininterrupta, parece ter mudado as pretensões da multinacional.A negociação com a Emirates Airlines faz parte de um namoro antigo. A companhia aérea baseada em Dubai começou a operar no País em 2007 e, desde então, mantém conversas com o clube. A reportagem apurou que o São Paulo tem um emissário negociando com a companhia nos Emirados Árabes Unidos.A efetivação do negócio com a empresa aérea pode ser prejudicada em um ponto: a Emirates gostaria de explorar, também, o uso de naming rights - ou seja, o direito a dar nome a alguma propriedade do clube. No caso, transformar o Estádio Cícero Pompeu de Toledo na Arena Emirates, a exemplo do que acontece com o estádio do Arsenal. A hipótese não é encarada com bons olhos por membros da diretoria e do conselho são-paulino.A questão, agora, é saber se o São Paulo chegará aos R$ 30 milhões anuais pretendidos. Mais cautelosa, a diretoria do clube já considera plausível não chegar a tal patamar, mas confia que conseguirá, mesmo em um momento de crise econômica, o maior contrato do País - algo acima dos R$ 20 milhões por ano. Mesmo aquém das pretensões iniciais, uma evolução importante. Em 2001, o clube recebia R$ 6 milhões. No contrato que expira em uma semana, eram R$ 16 milhões por ano.A definição do patrocínio, uma das principais fontes de renda do clube, é importante para que o São Paulo possa pensar em um 2009 mais tranqüilo. O time não deve vender jogadores no primeiro semestre e chegou a ficar como caixa vazio na temporada. Ainda assim, Juvenal Juvêncio garantiu que o time não fechará o ano no vermelho. "Provavelmente as contas serão equilibradas, talvez com um pequeno superávit."DVD DO TRI TERÁ EXTRASAssim como aconteceu em 2006 e 2007, o São Paulo vai lançar um DVD com os bastidores do título brasileiro de 2008. Desta vez, com uma novidade: o clube entrou em acordo com a TV Globo, detentora dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, e todos os gols marcados durante a campanha dos três títulos nacionais serão mostrados em vídeo extra.O DVD já é vendido de forma antecipada em sites de comércio eletrônico. O preço é de R$ 49,90, com entrega prevista para o dia 29 de janeiro, data em que começam as vendas no varejo. Uma prévia pode ser vista no canal do São Paulo no Youtube, no link www.youtube.com/user/saopaulofctv.

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