São Paulo faz pouco caso da Libertadores

SÃO PAULO. ESPERA POR FABRÍCIO, QUE DEVE SAIR DO CRUZEIRO

BRUNO DEIRO, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2011 | 03h06

Fora da Libertadores pelo segundo ano consecutivo, o São Paulo garante que não se preocupa com a receita que vai deixar de ganhar. Mas a falta da bilheteria vai pesar no bolso: o lucro com a Copa do Brasil e a Sul-Americana deste ano, somados, foi menor do que o arrecadado em um só jogo da Libertadores de 2010.

"Financeiramente, o São Paulo não tem nenhum prejuízo em não disputar a Libertadores. São, no máximo, sete partidas em casa", minimiza o vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes. "E as competições da Conmebol são muito deficitárias, pois as cotas pagas são baixas."

Eliminado precocemente nas duas competições, o São Paulo fez apenas três jogos pela Copa do Brasil e dois pela Sul-Americana em 2011. No total, as cinco partidas renderam pouco menos de R$ 2,5 milhões ao clube.

O montante é irrisório se comparado ao que o clube faturou na Libertadores de 2010, quando foi eliminado na semifinal pelo Inter: em seis jogos, foram R$ 11,7 milhões. O faturamento maior, é claro, veio nas quartas de final (R$ 2,87 mi) e na semi (R$ 4,48 mi).

Bilhetes caros. Além do maior público, a Libertadores tem a vantagem nos preços do ingresso. Cada bilhete custa, em média, quase R$ 70, valor muito superior aos da Copa do Brasil (R$ 23) e da Sul-Americana (R$ 21)

João Paulo reconhece que neste aspecto a Libertadores faz falta, e aproveita pra alfinetar os rivais corintianos. "Para o São Paulo, que tem estádio, é possível ter algum lucro, pois a receita de bilheteria é boa. Mas podemos conseguir isso na Copa Sul-americana, que também atrai o nosso torcedor", disse o dirigente.

Segundo ele, a receita anual de bilheteria representa entre 8% e 12% dos rendimentos totais do clube. "O prejuízo financeiro da não presença na Libertadores é grande apenas se o time for campeão, pois a presença no Mundial de Clubes é muito rentável." / (COLABOROU PAULO FAVERO)

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