São Paulo lamenta a falta de um capitão

Time atribui alguns erros à ausência de Rogério Ceni

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

15 de maio de 2009 | 00h00

Uma série de fatores vem sendo usada para explicar a fase ruim do São Paulo. Lesões, tempo demais sem jogo e, finalmente, um motivo que ainda não havia sido mencionado: a falta de um capitão de fato dentro de campo. Desde que Rogério Ceni fraturou o tornozelo - um mês atrás -, a braçadeira passou por vários jogadores . O zagueiro Miranda e os meias Jorge Wagner e Hernanes foram alguns deles. Mas ninguém se sentiu tão à vontade com ela como o goleiro."Capitão de verdade o São Paulo só tem um. Esse é o Rogério", explica o técnico Muricy Ramalho. "Por isso estamos revezando a braçadeira."A falta que faz o capitão de fato e de direito é muita. O próprio substituto do goleiro a sente bastante. "Ele é um cara que gosta de estar sempre com o grupo, dando dicas, brincando", lembra Bosco. "Ficar três meses sem contar com ele no treino abala muito a equipe. A ausência dele contribuiu para o time dar uma baqueada, trouxe tristeza para o ambiente."Mas bem que Rogério tenta suprir a sua ausência em campo nos momentos em que está com o grupo. Há duas semanas o goleiro começou a fazer fisioterapia intensiva no clube. Passa praticamente todo o dia no Centro de Treinamento. Cada momento que compartilha com os companheiros - normalmente, as refeições - é uma tentativa de levantar o moral do grupo com palavras de incentivo e instruções baseadas na sua longa experiência como atleta são-paulino (são 18 anos). Em campo mesmo, porém, ainda não pode entrar. Anteontem, o volante Arouca havia reclamado que está faltando comunicação e o time está dando bobeadas. Bosco concorda. E está preocupado em melhorar o seu papel nesse quesito. "O goleiro tem sempre de estar se comunicando com o time porque ele vê o jogo de frente", diz o jogador. "Precisa começar por mim. Tenho de estar falando mais, vibrar mais com os companheiros. Isso tudo pode fazer diferença", acredita.Como Rogério não volta tão cedo, só um trunfo diante do Atlético-PR, domingo, será capaz de devolver a paz ao ambiente são-paulino. "Com vitória, tudo fica fácil de administrar", afirma Bosco.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.