São Paulo mantém vivo o sonho da Libertadores

Time bate Atlético-PR por 2 a 1 na primeira de quatro 'decisões' e fica a sete pontos do G-3, que dá vaga na competição

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

29 de outubro de 2010 | 00h00

O São Paulo tinha quatro decisões (Atlético-PR, Corinthians, Cruzeiro e Vasco) para definir o que ainda disputa neste Campeonato Brasileiro. Agora só faltam três. E o sonho de se classificar para a oitava edição consecutiva da Taça Libertadores permanece vivo. A equipe tricolor passou ontem pelo primeiro teste ao vencer o time paranaense, adversário direto na luta por uma vaga na competição, por 2 a 1.

Agora os são-paulinos figuram na sétima colocação, a sete pontos do G-3, que garante lugar na Libertadores. Ainda há a possibilidade de um brasileiro não vencer a Copa Sul-Americana e liberar outro ingresso na competição. Daí hoje a diferença para o Botafogo, último classificado para a Libertadores, é de apenas um ponto. "Eu acredito", disse Fernandão. "Esta reta final é difícil para as equipes da ponta."

Vencer os paranaenses era indispensável, mas a necessidade de vitória não forçou Paulo César Carpegiani a ousar. Depois de utilizar formações ofensivas nos seus quatro primeiros jogos no São Paulo, o técnico ontem optou pela cautela para enfrentar seu ex-time. Só dois atacantes. Fernandão chegava à frente como um ponta de lança. Atrás deles, dois volantes, Casemiro e Rodrigo Souto.

Parecia que o treinador tinha feito tudo direitinho. Contra um dos postulantes a uma vaga na Libertadores, a defesa tricolor começou mostrando segurança. E o ataque teve tranquilidade para empilhar chances de marcar. Aos 13 minutos, depois de belíssima jogada individual, Ricardo Oliveira abriu o placar - sétimo gol dele na competição.

O resultado poderia ter ficado dilatado facilmente ainda no primeiro tempo, não fosse a displicência dos atacantes são-paulinos, que perderam muitas oportunidades. A moleza contagiou a defesa, que tanto tomou o tempo de Carpegiani durante a semana. Num erro de Casemiro e Miranda - um tocou mal e o outro ficou vendido -, Guerrón surgiu livre em frente a Rogério Ceni e empatou.

"Não dá para ficar de toquinho na defesa", criticou Ricardo Oliveira, que comemorou o gol pulando numa perna só em homenagem aos lesionados Bosco, Fernandinho e Jorge Wagner. "Se complicar tem que tocar para o Rogério. Nós dificultamos o jogo para nós mesmos."

No segundo tempo, o São Paulo voltou modificado. Entendeu o recado de Ricardo Oliveira. Casemiro perdeu lugar depois da mancada no gol da equipe paranaense. E o outro envolvido no descuido da defesa não demorou a se redimir. Aos cinco minutos, Dagoberto cobrou falta e Miranda subiu sozinho para garantir a vitória para o time tricolor.

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