São Paulo não segura o Cruzeiro: 2 a 1 em BH

Tricolor terá de vencer no Morumbi para garantir vaga na semifinal

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

O São Paulo fez o trivial. Concentrou em se defender e arriscou sair da toca só de vez em quando no Mineirão. Irritante. O futebol pragmático da equipe de Muricy Ramalho resultou numa atuação fraca que culminou com a derrota para o Cruzeiro por 2 a 1. Menos mal: uma vitória simples, por 1 a 0, no jogo de volta, dia 17, no Morumbi, será suficiente para o time avançar à semifinal da Libertadores.Muricy resolveu não mexer muito na estrutura do time que atuou bem no empate por 0 a 0 contra o Palmeiras, domingo, no Palestra Itália. Manteve Richarlyson improvisado na defesa, mesmo com Renato Silva à disposição. E fez a substituição simples de Hugo, com uma lesão no joelho, por Jean, recuperado de dores lombares. Assim, Hernanes voltou a atuar adiantado, na armação de jogadas.No primeiro tempo, o São Paulo apresentou um futebol pouco convincente. Aliás, o futebol ficou em segundo plano. Prevaleceram disputas violentas.Até os 30 minutos, Kléber permaneceu mais tempo no chão do que em pé, com a bola. Bateu e levou pancadas. Tomou cartão amarelo e uma reprimenda do juiz chileno Carlos Chandía. O mesmo ocorreu com Dagoberto, que chutou o atacante cruzeirense.Em outro lance, Dagoberto tomou uma cotovelada de Fabrício, mas o árbitro não viu. O chileno estava atento ao chute acintoso que Richarlyson acertou em Jonathan, caído. Cartão para o são-paulino.O Cruzeiro, sim, buscava sair para o jogo. Teve as melhores oportunidades da primeira etapa, obrigando o jovem goleiro Denis a trabalhar bastante. Principalmente em chutes de longa distância. Thiago Ribeiro, Jonathan e Marquinhos Paraná tentaram sem sucesso. Contudo, aos 45, numa cobrança de escanteio, o goleiro são-paulino saiu mal do gol e quem se deu bem foi Leonardo Silva. O zagueiro cruzeirense subiu mais alto que a defesa tricolor e marcou: 1 a 0. O segundo tempo foi diferente. As equipes resolveram jogar mais futebol. Nada exuberante, mas ao menos mais leal. E o São Paulo, finalmente, deu as caras na partida. Aos 11 minutos, veio a recompensa. Dagoberto acertou uma bela cabeceada e Fábio ainda conseguiu fazer bela defesa. No rebote, Washington, enfim, se reencontrou com o gol - o camisa 9 não marcava desde 2 de abril. Gol importantíssimo, na casa do oponente.Então, o técnico Adílson Batista agiu. Fez uma mudança ousada, aos 15 minutos, que acabaria por mudar o rumo do jogo. Pôs em campo Zé Carlos no lugar do lateral-esquerdo Gérson Magrão. O atacante já havia marcado contra o São Paulo neste ano: era jogador do Paulista, no Estadual, e foi autor do gol no empate por 1 a 1 na competição. Ontem, anotou de novo, aos 20, após triangulação com Kléber e Jonathan. Acertou um chute forte do meio da área.Tanto Muricy como os jogadores pareciam satisfeitos com o resultado. A equipe tricolor voltou a se centrar na defesa e a especular esporadicamente os contra-ataques. O meio-campo são-paulino demonstrou lentidão em várias jogadas. "O fator campo conta muito. Um a zero a nosso favor no Morumbi é suficiente. Temos de buscar esse gol e não tomar", disse Jean.O São Paulo fez uso do legítimo "jogar pelo regulamento". Tentador. E perigoso.

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