São Paulo paga caro pelos seus erros

Equipe teve várias oportunidades de gol, como também deixou o Arsenal muitas vezes com chance de marcar; derrota complica sua situação no Grupo 3

PAULO FAVERO, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2013 | 02h02

O São Paulo mais uma vez abusou dos erros e desperdiçou chances contra o Arsenal. No final, acabou perdendo por 2 a 1, deixou o técnico Ney Franco pressionado e complicou a sua vida na Libertadores. Com o Atlético-MG já classificado no Grupo 3 (12 pontos), São Paulo (4), Arsenal (4) e The Strongest (3) vão brigar pela outra vaga. O time do Morumbi vai a La Paz na próxima rodada, em 4 de abril, encarar os bolivianos. Um dia antes, o Arsenal visita o Atlético.

Além de toda a pressão, o treinador também terá de lidar com princípios de insatisfação dos jogadores. Depois de se indispor com Rogério Ceni e Ganso, o técnico também viu o zagueiro Lúcio ficar incomodado ao ser substituído no início da etapa final. O jogador deu lugar a Ganso e não quis ficar com os companheiros no banco de reservas. Apenas tirou suas proteções na perna e foi para o vestiário sem falar com Ney Franco. Depois, foi sozinho para o ônibus da equipe.

Ontem, o técnico optou por escalar o time com três zagueiros pela primeira vez no ano. Além dos defensores, colocou dois volantes e dois laterais. Se levar em conta também o goleiro Rogério Ceni, eram oito jogadores com uma vocação mais defensiva que ofensiva. Só que isso não significou não ser vulnerável, muito pelo contrário. Nos primeiros minutos, o São Paulo levou sustos e poderia até ter tomado um gol precocemente.

Em um levantamento na área, a bola sobrou para Benedetto que, quase sem ângulo, chutou longe. Pouco depois, em um cruzamento da esquerda, Rafael Toloi falhou feio e a bola chegou em Furch, mas o atacante, sozinho, perdeu gol incrível. A resposta do time brasileiro veio aos 9, com Aloísio. Ele recebeu um cruzamento de Osvaldo e chutou de primeiro, de dentro da pequena área, mas o goleiro Campestrini salvou em cima da linha. Depois, o Arsenal mostrou que estava vivo ao atacar com Carbonero. O jogador recebeu nas costas de Cortez e chutou na saída de Rogério, que fez ótima defesa.

Aos poucos o São Paulo foi conseguindo ser menos vulnerável na defesa e passou a tomar menos sustos. Aos 14, Carbone arriscou de longe, com perigo. Depois disso o Arsenal também mostrou suas deficiências e o time brasileiro equilibrou, mas sem encantar. Duas chances ainda poderiam ter culminado em gol, caso Aloísio acertasse o drible no goleiro após bom lançamento de Osvaldo e caso Toloi acertasse a cobrança de falta na direção do gol. Assim, a equipe do Morumbi foi para o vestiário ciente de que teria de melhorar se quisesse a vitória.

Na etapa final o São Paulo começou com velocidade e em linda jogada individual de Osvaldo a equipe quase abriu o placar. Mas quando o gol não saiu, Ney Franco decidiu mudar a formação e abriu mão dos três zagueiros e colocou dois meias, Ganso e Maicon, a fim de dar mais poder de criação ao time. Aos 12, o goleiro Campestrini fez duas ótimas defesas em chutes de Aloísio e Jadson. Só que o Arsenal aproveitou o vacilo da defesa e, aos 20, Ortíz encheu o pé e abriu o placar.

Os brasileiros sentiram o golpe, mas na pressão Aloísio empatou, após aproveitar o rebote do goleiro do Arsenal. A partida ficou aberta e os dois times foram para o ataque em busca da vitória. Aos 33, Rogério Ceni fez um milagre em uma cabeçada de Furch. Depois, Aloísio teve uma chance sem goleiro e não conseguiu empurrar a bola para o gol. O castigo veio na sequência: Braghieri pegou o rebote fora da área e mandou no canto, fazendo o segundo. O São Paulo pressionou nos últimos minutos, mas não conseguiu o empate e se complicou na Libertadores.

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