São Paulo perde e aumenta tensão do torcedor para 4ª feira

No último jogo antes da decisão com o Atlético-MG pela Libertadores o time deu vexame em casa

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

14 de abril de 2013 | 02h04

Faltavam atrativos para os são-paulinos se aventurarem a ir ao Morumbi prestigiar seus reservas diante do XV de Piracicaba. Mesmo assim, mais de nove mil valentes tricolores toparam o desafio. E devem ter se arrependido amargamente. O Tricolor mais uma vez jogou um futebol burocrático, perdeu por 1 a 0 e conseguiu ficar ainda mais pressionado para o jogo contra o Atlético-MG na quarta-feira pela última rodada da fase de grupos da Libertadores.

Não dá sequer para dizer que o confronto serviu como aperitivo para a decisão do meio de semana. Além de enfrentar um rival tecnicamente bastante inferior - mas que ainda assim saiu com a vitória e carimbou duas vezes a trave de Denis - os reservas pareciam contagiados pela apatia do dia cinzento que tomou conta da cidade. Se o confronto valia para alguns jogadores tentarem conquistar uma vaga na equipe da Libertadores, apenas Cañete e Fabrício souberam aproveitar a chance. A aplicação da dupla contrastou com a marcha lenta dos demais companheiros.

Os erros se sucederam pelos setores indiscriminadamente. Da marcação frouxa de Denilson, que só teve a atuação sofrível abreviada porque pediu substituição ainda no primeiro tempo alegando cansaço, à falta de inspiração de Ademilson e Wallyson, o Tricolor não tardou a irritar os torcedores, que gritaram "raça' e "é, quarta-feira", indicando que a paciência para a decisão contra o Atlético será curta.

A saída do volante ainda pôs por água abaixo a única experiência que tinha algum valor, já que Rodrigo Caio - candidato a ocupar a lateral-direita na quarta - foi deslocado para o meio. Ao menos os são-paulinos puderam ver em campo duas das maiores promessas das categorias de base; Lucas Farias e João Schmidt sentiram o gostinho de disputar mais de um tempo.

A bola pune. Foram escassas as vezes em que o São Paulo levou perigo ao adversários. As chances apareceram muito mais em lances isolados do que graças à construção de jogadas. A situação ficou ainda pior quando Jadson sentiu a virilha e precisou ser substituído. Cañete e Fabrício ficaram solitários na tentativa de criar alguma coisa. O XV, por sua vez, cumpriu muito bem o que se espera de um visitante; compactou bem as duas linhas de marcação e armou os contra-ataques em velocidade. Soube explorar as deficiências de Cortez na marcação e as muitas falhas de posicionamento no jogo aéreo.

Foi assim que Luiz Eduardo subiu sozinho para marcar o gol da vitória e deixar o torcedor do São Paulo ainda mais preocupado para quarta. Bola para ganhar do Galo o Tricolor não mostrou.

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