São Paulo perde e torcida grita olé

Time sofre a segunda derrota consecutiva, desta vez em casa para Internacional por 3 a 1, e cai para a 12ª colocação

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2010 | 00h00

Bastou o São Paulo começar a pensar mais seriamente em classificação para a Taça Libertadores para os ventos mudarem de rumo no Morumbi. O time parou de vencer, a revelação Marcelinho - que pediu para ser chamado de Lucas, seu nome de batismo -, de jogar. E a equipe perdeu, ontem, a segunda partida consecutiva, agora diante do Internacional, por 3 a 1, em casa.

A meta de fazer 12 pontos nos quatro jogos que disputaria seguidos em São Paulo escorreu pelo ralo já na primeira chance. A ambição de chegar ao G-4 após estas partidas virou objetivo praticamente inalcançável. A equipe da casa foi tão dominada que arrancou vaias dos pouco mais de 11 mil são-paulinos que foram ao Morumbi antes mesmo do final do jogo. Gritaram até "olé".

"Temos de levantar a cabeça e seguir acreditando", tentou encontrar ânimo o meia Jorge Wagner. "Temos condições de dar a volta por cima."

O São Paulo, ontem, acabou dando um passo atrás. Perdeu pontos preciosos e uma posição na tabela de classificação - caiu para o 12.º lugar, com 28 pontos.

Logo no começo do jogo, Sérgio Baresi deu sinais claros do quanto o São Paulo queria a vitória. Armou um meio-campo ofensivo para os padrões tricolores ao tirar Casemiro e colocar Cléber Santana. Só que o resultado prático foi totalmente contrário. O Inter, na base do toque de bola, colocou os donos de casa na defesa.

Não demorou muito para se desenhar um placar amargo diante dos gaúchos, em rivalidade que vai se pronunciando a cada ano, a cada decisão que as duas equipes fazem - o Inter bateu o São Paulo na semifinal da Taça Libertadores deste ano. Aos nove minutos, numa jogada ensaiada e até bastante manjada, D"Alessandro bateu falta, Índio escorou de cabeça e Wilson Matias, à vontade, escorou para o gol de Rogério Ceni, que nada pôde fazer.

Ao contrário do que poderia se supor, o gol não acordou o São Paulo, que permaneceu retraído como que aceitando a superioridade adversária.

Os poucos torcedores que tiveram coragem de enfrentar o frio para ir ao Morumbi começavam a se desesperar. Mas futebol é mesmo surpreendente. Em outra cobrança de falta, Cléber Santana, livre dentro da área, fez, de cabeça, o gol de empate.

Daí o jogo se abriu de uma maneira que adivinhar o resultado ficou tão impossível quanto saber o que estas duas equipes ainda podem render até o fim da competição. Leandro Damião desempatou para os colorados ainda no primeiro tempo, aproveitando passe de Giuliano.

O São Paulo prometeu que a segunda etapa seria melhor. Mas não foi. Giuliano aumentou o placar para 3 a 1. E os donos da casa permaneceram atônitos. Jogada de ataque? Só em bolas alçadas na área. Pouco para um time que sonha em voltar à Libertadores do. E aí já ficou fácil prever o que ia ocorrer. Os são-paulinos que saíram antes do estádio já sabiam: outra derrota tricolor.

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