São Paulo perde outra e já pensa em 2011

Técnico Baresi, único que ainda acreditava em vaga na Taça Libertadores, terá de se conformar em renovar equipe tricolor

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

Sérgio Baresi agora só insiste no discurso de que o São Paulo disputa vaga na Taça Libertadores se for muito teimoso. Os dirigentes do clube já não acreditavam na classificação à competição continental pelo oitavo ano consecutivo. Após a derrota de ontem para o Grêmio, por 4 a 2, no Olímpico, só não é impossível porque a matemática ainda permite vislumbrar um milagre.

Para igualar a terceira colocação do Brasileiro do ano passado, com 65 pontos, e angariar uma vaga na Libertadores, o São Paulo precisaria conquistar 31 dos 36 pontos restantes - aproveitamento impensável de 86%. Agora, só resta a Baresi, se é que ele será mesmo o treinador até o fim da temporada, colocar mais pratas da casa em campo e prepará-los para a reformulação que o presidente Juvenal Juvêncio quer colocar em prática no próximo ano. Ontem, os únicos "sub-20" da equipe foram Lucas e Casemiro. Os dois, no entanto, sucumbiram junto aos demais.

Para começar, o técnico precisou bagunçar a equipe titular. Jean passou mal e não pôde entrar em campo. Baresi escalou o time com três zagueiros de ofício - o que jamais havia feito - e improvisou Rodrigo Souto na ala direita. Nem com Fernandão lesionado, Dagoberto ganhou chance de iniciar a partida.

O resultado das mudanças logo se viu: um time amontoado em campo, sem nenhuma unidade, equilíbrio. Deve ter sido difícil estar na pele de Ricardo Oliveira. O centroavante são-paulino não recebeu um passe em condições de concluir a jogada a gol, enquanto a defesa se esforçava para fazer com que Jonas tivesse o mesmo número de chances.

O Grêmio teve pelo menos duas boas chances - Rogério Ceni fez boas defesas - antes de marcar seu gol. Não fez muito por merecer, mas o São Paulo pediu demais para tomar. Até que, aos 29 minutos, André Lima aproveitou passe após cobrança de escanteio e só resvalou a bola para dentro da meta do capitão são-paulino.

André Lima ainda deixaria outra marca minutos depois ao aproveitar cobrança de falta de Edilson. A curiosidade é que o artilheiro gremista da noite foi dispensado pelo São Paulo no ano passado. Teve sua vingança. Rogério Ceni, no entanto, manteve o time paulista no jogo ao converter um pênalti muito discutido pelos gremistas - cometido por Paulão em Marlos, no final da primeira etapa.

A sobrevida aumentou quando o São Paulo transformou em gol o seu segundo chute à meta adversária no jogo. Marlos empatou no início da segunda etapa - um belo arremate de fora da área -, quando o time voltou com Cléber Santana no lugar de Carleto.

Mas não demorou muito para a equipe paulista cair em si novamente. Em outro pênalti, agora contestado pelos são-paulinos - a bola bateu na mão de Cléber Santana -, Jonas marcou seu 13.º gol no Brasileiro. Para completar, Rogério Ceni, um dos poucos que vem se salvando na fase difícil do time, falhou, soltou uma bola fácil e deixou Diego livre para marcar o quarto gol. Noite melancólica para o São Paulo "se despedir" da competição.

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