Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

São Paulo procura se tornar forte no Morumbi

Contra o Fluminense, hoje, objetivo é começar a superar a fase de vacilos em casa que atrapalhou time no primeiro turno

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2011 | 00h00

Resgatar a força do Morumbi virou o objetivo maior do São Paulo na briga pelo título brasileiro. Hoje, às 21h50, contra o Fluminense, o time inicia o segundo turno com a missão de evitar novos tropeços diante da torcida.

Se tivesse repetido em casa a campanha que fez como visitante, o Tricolor teria terminado o primeiro turno como líder isolado do campeonato, com 40 pontos. Em nove partidas, porém, foram apenas quatro vitórias e muitas vaias no Morumbi. "No segundo turno, temos de aproveitar melhor os jogos em casa e vamos começar amanhã (hoje), com uma vitória", diz Cícero.

Em cinco partidas no Morumbi à frente do São Paulo, Adilson Batista venceu apenas uma vez. Contra o Flu, a perspectiva é de um público reduzido novamente: pouca gente compareceu ao dois jogos que o time fez em casa no meio de semana pelo Brasileiro, contra Botafogo (8 mil) e Bahia (11 mil).

A empolgação pode vir de resultados paralelos. A equipe são-paulina entrará em campo sabendo o resultado do Corinthians, que pega o Grêmio quase quatro horas antes. Em caso de tropeço do líder e, se o Flamengo também não vencer, o Tricolor terá mais chance de terminar a rodada na ponta da tabela.

Em três chances recentes, no entanto, o São Paulo deixou de aproveitar-se de vacilos dos concorrentes: na última rodada, ao ficar no 1 a 1 com o Santos, e em outros dois empates em casa, contra Palmeiras (1 a 1) e Atlético-PR (2 a 2). "Quando entrarmos em campo dependendo só da gente temos de conseguir os três pontos", diz Cícero.

No turno, a arrancada com cinco vitórias nas cinco primeiras rodadas, ainda sob o comando de Paulo César Carpegiani, foi determinante para a boa campanha. No returno, o elenco admite ser muito difícil igualar a façanha, mas a ideia é tentar chegar o mais perto disso. "Se conseguir algo parecido agora, vai ser um passo e tanto para o título", afirma Cícero, que reencontra o Fluminense - em 2008, foi vice-campeão da Libertadores pelo clube.

Fator Rivaldo. A suspensão de Carlinhos Paraíba, expulso no clássico com o Santos, poupou Adilson Batista de se indispor com a torcida. O treinador deve usar como substituto Rivaldo, xodó dos torcedores que foi deixado no banco nas duas últimas partidas. Ontem, no entanto, o veterano meia apenas correu ao redor do campo e não participou do trabalho com bola.

Apesar da solicitação do São Paulo, Iván Piris não foi liberado pela seleção do Paraguai e não pega o Flu. Fernandinho, machucado, também está fora. João Filipe, com dores no músculo adutor da perna esquerda, é dúvida.

No Flu, Abel Braga deve promover a entrada do jovem Ciro, de 21 anos, no lugar de Rafael Moura, suspenso. Pressionado no cargo, o técnico barrou Rafael Sóbis, reserva natural para atuar ao lado de Fred no ataque.

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