São Paulo promete: contra o Vitória, será melhor

Depois da derrota diante do Avaí, Ricardo Gomes pede time mais agressivo e bem posicionado, hoje, em Salvador

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

A promessa está feita: o São Paulo não repetirá hoje, contra o Vitória, a péssima atuação de quarta-feira, quando perdeu por 2 a 1 para o Avaí em pleno Morumbi. "A torcida pode esperar um São Paulo bem melhor", garantiu o técnico Ricardo Gomes, preocupado com os erros e a apatia de seus comandados.

O resultado foi ruim para a equipe paulista, que desejava encostar no G-4 e acabou caindo do 6.º para o 9.º lugar. Os baianos estão à beira da zona de rebaixamento, com 9 pontos, e vêm de empate com o Grêmio, no Olímpico, por 1 a 1. "Não tenho dúvidas de que será um jogo difícil. O Vitória é um dos times que mais sabe aproveitar o fator casa", indicou Gomes.

A má impressão deixada pelo time já fez jogadores pedirem compreensão à torcida, afirmando que nada precisa ser modificado. "Não vamos ser hipócritas para mudar tudo que estamos fazendo. Não vamos colocar coisas onde elas não existem", disse o atacante Dagoberto, vice-artilheiro no ano com 11 gols.

A chuva e a falta de ritmo de jogo foram apresentados como "culpados" pelo mau futebol. Hoje, em Salvador, a previsão do tempo indica que o São Paulo enfrentará novamente um gramado molhado ? o jogo começa às 18h30, no Barradão.

Após 27 dias dedicados exclusivamente aos treinos, Gomes admite que "tempo não faltou" para fazer correções. Mesmo assim, o jogo coletivo desagradou e o setor defensivo apresentou falhas graves. "Agora vamos corrigindo detalhes, como a questão do posicionamento. Também tivemos a posse de bola, mas não soubemos agredir o adversário."

Mesmo com as dificuldades apresentadas pela zaga, o técnico insistirá com Miranda no lado direito e Richarlyson na esquerda. A única mudança é compulsória: Xandão jogará na sobra no lugar de Alex Silva, suspenso.

Os lados do campo também inspiram cuidados. Na direita, Jean, improvisado, tem tido problemas. "Ele está nos ajudando. Não tenho preocupação quando jogamos com três zagueiros. Já quando ele passa a atuar como lateral, no 4-4-2, precisa de alguém para ajudá-lo", afirmou o técnico. No lado esquerdo, Richarlyson e Júnior César batem cabeça ? ambos atacam e não conseguem recompor o setor quando o time leva contra-ataques. "Agora é acertar não só o posicionamento, mas a cobertura."

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