São Paulo recebe Sul-Americano de remo

A última vez em que foi realizada uma competição internacional na Raia Olímpica da USP, em São Paulo, em 1992, o único material que os remadores brasileiros receberam dos dirigentes do esporte foi o uniforme, um macaquinho, lembra-se o remador Gibran Vieira da Cunha, de 34 anos, que disputará o Sul-Americano deste ano na tripulação do barco 8 com timoneiro. Os barcos usados eram emprestados pelos clubes. Após 13 anos, na edição deste Sul-Americano em São Paulo - as finais serão disputadas amanhã e domingo - a equipe estréia os 38 barcos e 200 remos, que vieram da Itália. O salto de qualidade tem motivo: o remo é uma das modalidades que pode aumentar o quadro de medalhas do Brasil no Pan-Americano do Rio, em 2007. ?Estamos desde já com o equipamento que vamos usar em 2007, temos uma seleção permanente e recursos?, explica Gibran, dizendo que isso fará diferença no desempenho do Brasil em 2007. ?Podemos ganhar o dobro de medalhas de Santo Domingo, em 2003 (foram 7)?, observa. No Pan de Winnipeg, em 1999, o remo ganhou uma única medalha. Os barcos e remos foram importados pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) que, justamente, quer o máximo de medalhas das 18 que a modalidade pode ganhar no Pan do Rio. ?No Sul-Americano de 1992 ganhamos duas provas, dessa vez acho que podemos fazer uma previsão de dez?, acrescenta Gibran. Nesta quinta, Fabiane Beltrame e Ronaldo Vargas garantiram vagas na final do single skiff peso leve, nas eliminatórias do Sul-Americano. Ronaldo venceu a bateria contra barcos do Uruguai, República Dominicana e El Salvador. Fabiane, que emagreceu oito quilos em relação ao peso que tinha na Olimpíada de Atenas, justamente para mudar de categoria, não precisou nem disputar prova porque a Venezuela não levou o barco à pesagem, que é obrigatória.

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