São Paulo se conforma em ser só coadjuvante

Clube do Morumbi reconhece dificuldades neste ano e já fala em planejamento para 2010

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

18 de julho de 2009 | 00h00

Os são-paulinos começam a cair na real. Uma arrancada como a do ano passado fica a cada jogo mais improvável. Em 2008, a maior distância para o líder foi de 11 pontos. Agora, já é de 13. Título em 2009, só por um milagre. A vaga na Taça Libertadores seria um prêmio muito comemorado. A diretoria, que diz ainda confiar no trabalho de Ricardo Gomes - quatro jogos, duas derrotas, um empate e uma vitória -, já faz planos para a temporada de 2010. "Tenho certeza que o Ricardo vai conseguir planejar a equipe para o ano que vem", afirma o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha. Está claro para os dirigentes são-paulinos que o problema não está no banco, onde o treinador está há apenas um mês, mas sim no elenco, que recebeu reforços de nome e tem atuações piores do que no ano passado. "A pressão sobre o Ricardo não é justa. A pressão tem de ser para a diretoria", afirmou o dirigente.Ontem, a delegação que esteve em Belo Horizonte, na derrota por 2 a 0 para o Atlético-MG, chegou e poucos quiseram falar com a imprensa. Hernanes, que disse que a atuação havia sido vergonhosa, correu para o seu carro sem dar declarações. Eduardo Costa deu explicações. "A gente tem de ter personalidade, cada um assumir parcela de culpa e mudar essa situação, que é difícil", disse o volante. "A colocação em que a gente se encontra (15ª, a um ponto da zona do rebaixamento) não é digna para um clube da grandeza do São Paulo. Só que precisamos esquecer os títulos do passado e jogar para ganhar agora. Temos que trabalhar muito e falar pouco." Miranda saiu em defesa de Ricardo Gomes: "A responsabilidade é nossa, somos nós que entramos em campo. E cabe a nós jogadores darmos a volta por cima."MAIS UM ?LATERAL?O São Paulo finaliza as negociações para trazer Adrián Hernán Gutierrez, 32 anos, para tentar solucionar a carência da lateral-direita da equipe. O site oficial do clube e jornalistas argentinos, porém, dizem que ele é volante. Na semana passada, o chileno Nelson Saavedra, 21 anos, também chegou para a posição, mas disse que era, na verdade, zagueiro.

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