São Paulo se reforça a custo zero

Clube anuncia a contratação do atacante Washington e do zagueiro Renato Silva sem pagar por transferências

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

17 de dezembro de 2008 | 00h00

Wagner Diniz, Eduardo Costa, Renato Silva e Washington - os dois últimos anunciados ontem. O São Paulo é um dos clubes brasileiros que fizeram, até o momento, o maior número de contratações para a próxima temporada. E não fugiu da sua filosofia. Recém-coroado hexacampeão brasileiro, trouxe jogadores "a custo zero". Ou seja, paga apenas os salários dos atletas e arma um time teoricamente mais competitivo para lutar pelos títulos do Paulista, da Taça Libertadores e o tetra consecutivo do Nacional em 2009."Temos uma política financeira muito rígida", atesta o diretor de futebol João Paulo Jesus Lopes. "Isso é cultural, uma filosofia que o clube costuma manter."O São Paulo trouxe jogadores cujos contratos com seus clubes se aproximavam do final. O lateral-direito Wagner Diniz, que estava no Vasco, assim como o volante Eduardo Costa (ex-Grêmio e Espanyol), assinaram com o São Paulo por três anos. Renato Silva, zagueiro que não queria mais permanecer no Botafogo, é do time paulista por quatro temporadas, enquanto Washington fica até o final do ano que vem. "Costumamos aproveitar estas oportunidades", diz Jesus Lopes. "São jogadores que agradam ao clube e estavam à disposição no mercado."O centroavante Washington, que se desligou do Fluminense, é o único que ainda não assinou contrato. "Falta apenas uma pendência comercial que deve ser resolvida até sexta-feira", explica Jesus Lopes. "Ele estava de férias na Bahia, agora está no Rio. Tão logo chegue aqui em São Paulo acertaremos tudo."As contratações passam pelo crivo do presidente Juvenal Juvêncio, um conhecedor dos negócios do futebol e que tem completa autonomia para controlar as finanças do clube. "É um azar do mercado", diverte-se Jesus Lopes, gabando-se do tino que o atual dirigente máximo do clube possui para fazer bons negócios, mesmo que algumas vezes os resultados fiquem muito aquém do esperado.Juvenal é responsável por manter a filosofia que o técnico Muricy Ramalho já assimilou quando vai indicar reforços. "O São Paulo só contrata se for um bom negócio para o clube", costuma dizer o treinador. É propalada a política de austeridade financeira que pode prejudicar a contratação do argentino Conca, cujo contrato com o Fluminense também está no fim. O São Paulo não se convenceu a pagar os US$ 2,8 milhões (R$ 6,7 milhões) pedidos pelo River Plate pelos direitos do jogador. "Nós também podemos gastar um pouco mais para trazer algum atleta", lembra Jesus Lopes. "Aconteceu isto com o Dagoberto (R$ 5,2 milhões), por exemplo, que consideramos um jogador importantíssimo." Como o River está irredutível, resta aos dirigentes são-paulinos se convencerem da importância do argentino. Enquanto isso, o lateral-esquerdo Leandro, que atuou no Palmeiras em 2008, está mais próximo. Ele tem vínculo com o time do Porto.

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