São Paulo sobe para o segundo lugar

Apesar das falhas defensivas, o time derrotou o São Caetano por 4 a 2. Luis Fabiano deixa sua marca

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2013 | 02h02

Gols: Luis Fabiano aos 13, Danielzinho aos 24, Jobson aos 25 e Maicon aos 45 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano aos 27 e Aloisio aos 47 do segundo.

São Paulo (4-4-2): Rogério Ceni; Douglas, Lúcio, Rafael Toloi e Cortez (Carleto); Denilson, Maicon (Wellington), Jadson e Ganso (Aloisio); Osvaldo e Luis Fabiano.

Técnico: Ney Franco.

São Caetano (4-4-2): Fabio; Samuel, Bustamante, Eli Sabiá e Pirão (Diego); Moradei (Éder), Marconi, Leandro e

Rivaldo (Eduardo); Jobson e Danielzinho. Técnico: Geninho.

Juiz: José Claudio Rocha Filho.

Cartões amarelos: Toloi, Pirão,

Jobson, Bustamante e Samuel Xavier.

Renda: R$ 267.615,00.

Público: 9.213 pagantes.

Local: Anacleto Campanella.

Foi aos trancos e barrancos, mas o São Paulo cumpriu seu papel. Bateu o São Caetano por 4 a 2, chegou à terceira vitória consecutiva no Campeonato Paulista e alcançou a vice-liderança da competição com 16 pontos (leva vantagem sobre o Linense no número de vitórias - cinco a quatro). Como Ney Franco diz que a primeira fase do Estadual serve apenas para ajustes, deve ter visto vários pontos que não devem ser repetidos no futuro e outros que podem nortear sua busca pelo padrão de jogo perdido.

Para começar, o meio-campo formado por apenas um volante mostrou-se uma estratégia suicida - o técnico sacou Wellington e colocou Maicon em seu lugar. É verdade que o meia fez um gol e articulou algumas jogadas, mas a saída do único cão de guarda do setor deixou um buraco enorme e expôs a defesa de maneira desnecessária. O gol de Jobson, que recebeu lançamento sem marcação e avançou até a grande área sem ser incomodado foi apenas um dos lances que evidenciaram que o sistema não funciona. A sangria só melhorou quando Wellington entrou no segundo tempo e jogou tudo o que não tinha jogado este ano.

É verdade que a defesa ficou desguarnecida, mas os muitos erros de posicionamento de Lúcio e Rafael Toloi também indicam que será preciso paciência para a dupla entrosar e dar certo mesmo sendo tecnicamente a mais capacitada. Se o São Caetano tivesse um pouco mais de qualidade poderia ter complicado.

Se a diretoria esteve ligada na partida, talvez tenha percebido que o tal atacante de velocidade tão pedido por Ney Franco para poder enfim repetir o esquema do ano passado sem passar por improvisações pode estar mais perto do que parece. Jobson, de gênio muitas vezes indomável e talento inegável, deitou e rolou na defesa quando teve a bola nos pés. Além de fazer o seu, fez a jogada do primeiro gol com direito a um corte desconcertante no experiente Lúcio. Se conseguisse contratá-lo o Tricolor teria novamente um trio ofensivo de respeito com Osvaldo e Luis Fabiano, os dois melhores do time na partida de ontem.

Com dois gols, o centroavante encerrou um pequeno jejum de três partidas em branco e voltou a mostrar o velho instinto que o consagrou como um dos grandes atacantes do futebol brasileiro. E Osvaldo infernizou o Azulão e caiu pelas duas pontas do campo como manda o figurino. De seus pés saíram os passes para dois gols e inúmeras jogadas de perigo.

Ganso não brilhou, mas buscou o jogo e teve alguns bons momentos que podem fazê-lo merecer uma sequência na equipe.

Ney Franco não pode reclamar do resultado e ganhou novos exemplos do que não deve fazer com a equipe. Resta saber se saberá usar o aprendizado a tempo de ajustar a equipe para os jogos contra o Linense, no sábado, e o The Strongest, dia 28.

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