São Paulo sofre por falta de ousadia

Diante do vice-líder Atlético-MG e prejudicado pela arbitragem, time paulista é derrotado e se afasta cada vez mais da luta por uma vaga no G-4

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

13 de setembro de 2012 | 03h04

O torcedor são-paulino terá razão em reclamar da expulsão bizarra de Douglas, mas precisará fazer um esforço muito grande para não admitir que o time merecia um resultado melhor do que a derrota por 1 a 0 para o Atlético-MG. Mesmo com um jogador a menos, desde os 27 minutos do primeiro tempo, um time que diz lutar por uma vaga na Libertadores tem de ser mais ousado mesmo enfrentando o vice-líder fora de casa.

O apito inicial deixou clara a já esperada postura dos visitantes diante dos melhores anfitriões. Marcação apertada desde a linha de ataque e atenção redobrada em Bernard e Ronaldinho Gaúcho, missão destinada a Wellington e Casemiro. Com Junior Cesar e Marcos Rocha bem vigiados nas laterais, o Tricolor conseguiu neutralizar o adversário e, embora fosse pressionado, não chegava a passar por muitos apuros e só viu Rogério Ceni ser incomodado em lances fortuitos.

Mas, a exemplo do que aconteceu nos últimos jogos, a criatividade ofensiva foi pálida e o time pouco produziu. Nem mesmo o retorno (discreto) de Lucas após defender a seleção melhorou. Osvaldo corre muito, mas às vezes pensa pouco, e a presença de área de Luis Fabiano talvez despertasse mais preocupação em Rever e Leonardo Silva. Ainda assim, o panorama era condizente com a realidade das duas equipes na competição.

E então Sandro Meira Ricci apareceu. Aos 27 minutos do primeiro tempo, Douglas deu um bote em falso em Leandro Donizete e na sequência escorregou e derrubou o adversário. Lance normal que, com certo rigor, seria advertido com cartão amarelo. Mas o árbitro exibiu o cartão vermelho direto em uma falha grotesca que revoltou os jogadores. Qualquer ambição são-paulina em equilibrar as forças acabou naquele momento, restaria a defesa aguerrida e uma tentativa de definir a partida em uma jogada de velocidade ou bola parada. A pressão atleticana só aumentou.

Com seus principais jogadores anulados, só um lance isolado seria capaz de resolver a partida para os donos da casa. E ela veio quando Leonardo subiu mais que Rafael Toloi e cabeceou para fazer a torcida explodir. A partir daí, restou ao Tricolor tentar sair ao ataque e dar o contra-ataque. O resultado só não foi mais dilatado graças a Rogério Ceni e à trave. Talvez a sorte fosse outra se a arbitragem não tivesse interferido, mas times vencedores são marcados pela superação. Algo que esse São Paulo parece não ter.

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