São Paulo também quer o Pan de 2007

A manifestação da secretária de municipal de Esportes de São Paulo, Nádia Campeão, de que a sua cidade seja candidata à sede do Jogos Pan-Americanos de 2007, constrangeu o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e irritou o secretário municipal de Esporte e Lazer do Rio de janeiro, Ruy Cezar. "O que não pode são as cidades quererem entrar depois de tudo ter sido resolvido em 2000. Isto está com cara de ser jogo político para as eleições do próximo ano", afirmou Cezar. O Rio de Janeiro já havia sido a escolhida.Segundo o presidente do COB, em uma carta datada do dia 09 e que foi entregue à sede da entidade na segunda-feira, Nádia Campeão informou ao COB o interesse em sediar o Pan-americano de 2007. Ao saber da pretensão paulista, Nuzman telefonou para a secretária e explicou que são praticamente nulas as possibilidades dela atingir seu objetivo. O dirigente pediu para realizar uma reunião com Nádia e o secretário Estadual de Esportes de São Paulo, Marcos Arbaitman, para explicar melhor o assunto.O principal problema para a candidatura de São Paulo é o fato de a cidade carioca já ter sido aprovada em uma Assembléia do COB, realizada em 28 de fevereiro de 2000, como a representante oficial do país para tentar ser a sede dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e as Olimpíadas de 2012. "Podemos até voltar atrás, realizar uma nova assembléia, mas até o presidente Fernando Henrique Cardoso manifestou seu total apoio ao Rio de Janeiro", afirmou Nuzman.Para participar da escolha da sede do Pan-Americano de 2007, que acontecerá em agosto de 2002, o Brasil precisa apresentar o caderno de obrigações da cidade representante à Organização Desportiva Pan-americana (Odepa) em duas etapas: nos dias 31 de dezembro e 31 de janeiro de 2002. Na segunda-feira, Nuzman se reúne com o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), prosseguindo com as negociações para concretizar a candidatura carioca.O presidente do COB informou que a entidade já recebeu R$ 270 mil referentes a Lei Piva (estabelece que 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país sejam repassados para o COB e o Comitê Paraolímpico Brasileiro). O dinheiro ainda não será usado pela entidade, pois as normas de aplicação estão sendo redigidas. Nuzman ressaltou, no entanto, que o dinheiro ainda é insuficiente para tornar o Brasil uma potência olímpica. A estimativa é a de que sejam arrecadados cerca de R$ 40 milhões anuais.

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