São Paulo tem atuação fraca e só empata no Peru

Equipe fica no 0 a 0, em Lima, e agora precisa de vitória simples na terça-feira, no Morumbi, para avançar na competição

Ana Paula Garrido, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2010 | 00h00

A meta era ganhar. Mesmo fora de casa e contra um estádio cheio, o São Paulo já havia avisado que não se contentaria com o empate, até porque o adversário não apresenta grandes nomes nem um futebol de encher os olhos. O time, no entanto, só ficou no 0 a 0 com o Universitário, na partida de ida pelas oitavas de final da Libertadores.

O resultado, que poderia ser encarado como positivo - afinal o time decide a vaga para próxima fase, no Morumbi, na terça-feira -, deixou a desejar, mais uma vez. Uma vitória ontem significaria a retomada de confiança da equipe que ainda não convenceu na competição - na primeira fase, o time não teve grandes atuações, ganhou algumas partidas com dificuldades e perdeu para o Once Caldas, na Colômbia, por 2 a 1.

O time comandado por Ricardo Gomes pressionou com toques rápidos e saídas em velocidade durante todo o primeiro tempo, porém, faltou precisão e sorte na finalização das jogadas. Cicinho, que depois machucou o ombro direito e foi substituído, chegou a acertar a trave, logo no começo. O gol também esteve perto, após boa jogada de Marlos, que poderia ter chutado, mas preferiu tocar para Washington. A defesa bloqueou e o zagueiro Galván salvou a equipe.

Ainda assim, o treinador gostou do placar, por causa do segundo tempo, em que a equipe perdeu Richarlyson, expulso por uma entrada violenta em Espinoza. "Poderíamos ter decidido a partida, mas houve a expulsão e a equipe sofreu com isso", justificou Ricardo Gomes.

Mesmo com um a mais, o Universitário não levou perigo ao gol são-paulino. Graças à baixa qualidade técnica do ataque peruano, que na fase de grupos já havia demonstrado carência nesse setor: marcou cinco gols, quase metade do que fez o São Paulo (nove), e empatou quatro dos seis confrontos disputados.

Bom para o goleiro Rogério Ceni, que não teve muito trabalho no dia em que chegou à marca histórica de 900 partidas com a camisa tricolor. Ao final, usou a experiência e retardou o início da jogada, levando cartão amarelo por isso.

Outro que deixou uma marca no clube ontem foi o meia Hernanes, que completou 200 jogos pelo time. O camisa 10, no entanto, não pôde fazer muito pelo time. O melhor momento aconteceu ainda no início da partida, quando arriscou um chute de fora da área, num primeiro lance de perigo ao gol peruano. Não passou disso, no entanto.

Washington apagado. O duelo também marcou a volta do atacante Washington, após dois jogos fora. O artilheiro da equipe na Libertadores, com cinco gols, desta vez passou despercebido, pouco fez e acabou substituído por Renato Silva.

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