São Paulo tem desafio decisivo

Duelo com o Defensor, no Uruguai, vale liderança isolada no Grupo 4

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

18 de março de 2009 | 00h00

Para construir um caminho mais tranquilo rumo às oitavas-de-final da Taça Libertadores da América , não há outra escolha para o São Paulo a não ser uma vitória contra o Defensor, hoje, às 21h50, em Montevidéu. Adversários diretos, os dois times conquistaram o mesmo número de pontos - quatro em três partidas. Quem vencer chegará à liderança isolada do Grupo 4. "A vitória é um resultado interessantíssimo, porque nos coloca em uma situação privilegiada na chave", reforça o capitão Rogério Ceni. Acesse e acompanhe online os detalhes do jogo, a partir das 21h50O time do Morumbi vem de um bom resultado na competição, depois de uma decepcionante estreia - empate por 1 a 1, no Morumbi, contra o Independiente Medellín. Na última rodada, venceu o América, em Cali, por 3 a 1. Não é novidade, porém, que a equipe colombiana é tida como a mais fraca do grupo. O Defensor, por sua vez, é considerado como o provável oponente dos paulistas pelo primeiro lugar, tanto pela capacidade em conseguir bons resultados em casa quanto pela catimba e força uruguaias.O rival desta noite não tem a mesma popularidade de Peñarol ou Nacional. Mesmo assim, causa preocupação. "Se está na Libertadores, é porque tem qualidade", lembra Ceni. "Até falei com o Lugano (sobre o Defensor) antes de começar a competição. É um time ajeitado, bem posicionado." E que está invicto desde setembro.Em uma partida de detalhes, em que o Defensor deve explorar a bola aérea e o jogo viril, o São Paulo comemora a escolha do local: o Estádio Centenário. Um campo grande, em que poderá aproveitar o espaço para contra-ataques, e que não deve estar lotado. "Acho que teremos uns 8 mil torcedores no estádio em que cabem mais de 50 mil", comemora o capitão.CHANCE PARA AROUCAO técnico Muricy Ramalho terá problemas para montar sua defesa. Sem André Dias, também perdeu Zé Luís, com estiramento no cotovelo esquerdo. Arouca deve entrar no setor - Wagner Diniz, também machucado, ficou no Brasil, assim como Joílson, nem sequer relacionado para a partida. O improviso na posição, marca do time desde a saída de Ilsinho, em 2007, continua. Arouca já disse que não pretende se tornar lateral, mas afirma que aceita ser escalado em caso de necessidade. O técnico Muricy Ramalho também descartou mudar o talentoso volante de função. "É complicado fixar o Arouca por ali. Ele teria de aprender a jogar como lateral - como marcar, cruzar. E, para fazer isso, precisa de tempo." Algo que, na lotada agenda são-paulina, está longe de sobrar.

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