Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

São Paulo tenta reconquistar torcida

Na corrida por uma vaga na Libertadores, clube baixa preço do ingresso para transformar o Morumbi num caldeirão no jogo contra o Ceará, hoje

Bruno Deiro, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2011 | 00h00

No momento em que vive seu maior jejum de vitórias na temporada, o São Paulo não tem outra alternativa hoje, às 21h50, contra o Ceará. Para avançar à segunda fase da Copa Sul-Americana, o time de Adilson Batista precisa apagar as más atuações recentes no Morumbi para reverter a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, em Fortaleza.

Uma vitória simples, por 1 a 0, serve ao Tricolor. Se levar um gol, porém, as coisas se complicam: terá de ganhar por dois de diferença para avançar. Em caso de vitória são-paulina por 2 a 1, a decisão vai para os pênaltis.

Diante do objetivo de voltar a disputar a Libertadores em 2012, o São Paulo entra com a obrigação de evitar novo vexame: na Copa do Brasil, caiu nas quartas de final, diante do Avaí.

Em sua primeira decisão à frente do clube, o técnico Adilson Batista terá uma equipe mais reforçada em relação ao primeiro jogo. Lucas e Casemiro retornam com a missão de dar novo fôlego ao time, que não vence há quatro partidas. "São dois jogadores que vinham se destacando, de nível de seleção brasileira, e têm muito a nos ajudar", disse o zagueiro Rhodolfo.

Além deles, o atacante Dagoberto esteve fora do jogo em Fortaleza, em que o Tricolor levou a virada no minuto final e complicou sua situação.

O volante Denilson, suspenso e lesionado, é a principal baixa em relação àquele time.

Reação em casa. Para tentar lotar o Morumbi, em mais uma noite que promete ser fria em São Paulo, a diretoria reduziu bastante o valor dos ingressos: bilhetes de arquibancada que custavam R$ 30 em jogo pelo Brasileiro foram vendidos por R$ 10 - com meia-entrada, é possível pagar apenas R$ 5 hoje à noite.

O clássico com o Palmeiras, no último domingo, deu uma boa ideia do tamanho da decepção dos são-paulinos com o desempenho da equipe no Morumbi. O público, que já chegou a superar os 23 mil em partidas de menor rivalidade, caiu para pouco mais 16 mil.

Nos últimos cinco jogos do São Paulo no Morumbi, o time de Adilson Batista venceu apenas um: 3 a 0 no Bahia. Nos outros quatro (três empates e uma derrota), deixou o gramado sob muitas vaias.

Rhodolfo, que veio do Atlético-PR no início do ano, lembra a importância de retomar a força do São Paulo diante de sua torcida. "Já joguei várias vezes no Morumbi (como visitante) e não era fácil. Temos de fazer a torcida voltar a confiar na gente", disse o zagueiro, que não espera o Ceará na retranca. "Vão vir para cima também, pois sabem que não temos conseguido obter bons resultados no Morumbi."

No clássico contra o Palmeiras, Adilson Batista surpreendeu ao escalar uma equipe com três zagueiros: Xandão, Rhodolfo e João Filipe. Bastante usada por Paulo César Carpegiani, a formação foi uma opção improvisada do atual treinador.

"Nós até estamos acostumados a jogar assim. Mas ele (Adilson) passou para a gente que não gosta da formação com três zagueiros. Só usou no clássico por causa da bola parada forte do Palmeiras", disse Rhodolfo.

Com a saída de João Filipe, a dúvida está entre Cícero e Carlinhos Paraíba - há ainda a possibilidade da entrada de Fernandinho ao lado de Dagoberto.

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