São Paulo usa exemplo de 2005 e busca reforços no mercado interno

Juvenal Juvêncio diz que vai atrás de atletas que atuam no País, estratégia usada na última conquista continental

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

09 de dezembro de 2008 | 00h00

O São Paulo já estabeleceu sua prioridade para 2009: voltar a conquistar a Taça Libertadores. Para ganhar a competição que fascina a torcida são-paulina, o presidente Juvenal Juvêncio admite: irá às compras, mas o alvo é o mercado interno. "Há muitos bons jogadores por aqui e que querem jogar no São Paulo", revelou. O primeiro reforço é o lateral-esquerdo Wagner Diniz, ex-Vasco, que assinará contrato por três anos. Opine no blog Bate-Pronto sobre a polêmica da troca do árbitroAlém de evitar os altos valores do mercado externo, agravados pela crise econômica mundial, Juvêncio deve repetir a fórmula de um passado não muito distante. Principalmente depois de apostar, neste ano, em um perfil que não tem feito sucesso no São Paulo dos últimos tempos: a chegada, por empréstimo, dos badalados Adriano, Carlos Alberto e Fábio Santos, vindos do exterior e para um período curto.Em 2003, quando retornou à diretoria de futebol - o presidente era Marcelo Portugal Gouvêa -, Juvêncio contratou, para o início da temporada de 2004, seis jogadores "nacionais". Eram eles Cicinho, Fabão, Rodrigo, Danilo, Vélber e Grafite. Uma base que, junto de Josué e Mineiro, conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores e o Mundial em 2005.Juvêncio prefere fazer mistério sobre os possíveis alvos para 2009. "Estamos procurando gente para todas as posições." Mas, ao optar por jogadores que atuam no Brasil, o dirigente não necessariamente descarta estrangeiros. Não é segredo, por exemplo, que Muricy Ramalho é fã do meia argentino Darío Conca, do Fluminense.FESTA NA MADRUGADAA delegação são-paulina chegou à capital no início da madrugada de ontem. No Aeroporto de Cumbica, os hexacampeões foram recebidos por centenas de torcedores que, em carreata, seguiram o ônibus do clube até uma churrascaria próxima do CT da Barra Funda. A festa começou à 1h da manhã.A grande ausência foi o goleiro Rogério Ceni que, indisposto, preferiu ir para casa. O técnico Muricy Ramalho não mostrava sinais de cansaço. Às 2h30, recebeu uma surpresa. Dirigentes do Náutico, seu ex-clube, foram felicitá-lo pela conquista.

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