São Paulo vacila e acaba castigado

Time joga bom futebol, sai na frente, mas desperdiça chances de definir o jogo, permite o crescimento do Grêmio e leva a virada, com gol nos acréscimos

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2012 | 03h02

A bola puniu o São Paulo. A equipe jogou um bom futebol, teve chances de matar o jogo e acabou castigada com uma dolorida derrota por 2 a 1 para o Grêmio, com direito a gol nos acréscimos. O resultado derrubou a equipe para a sétima posição, a 13 pontos do líder Atlético-MG e a seis do próprio rival gaúcho, último integrante do G-4.

Sem poder contar com Rafael Toloi, suspenso, Ney Franco resolveu insistir na formação com três zagueiros e recuou Casemiro, que já atuou dessa forma na seleção sub-20, para fazer a função de líbero. O jovem conseguiu corresponder bem e deu opção interessante à equipe, que contava com três defensores quando era atacada e ganhava uma opção a mais de saída de bola quando o domínio era tricolor.

Dessa forma o time conseguia manter o controle da partida e neutralizava as investidas do rival gaúcho, que dependia da individualidade de Kleber e Elano.

Bem organizados taticamente na defesa, os donos da casa sofriam para estruturar as jogadas de ataque graças à boa marcação sobre Maicon, Jadson e Cortez. Sem seu trio mais eficiente, coube a Douglas e Cícero a função de tentar abrir a marcação e construir as jogadas de ataque. Mais uma vez improvisado no ataque, o camisa 16 por diversas vezes recuou para buscar jogo e invertia a função com Jadson.

E, dessa forma, nasceram as duas principais jogadas da primeira etapa: primeiro, Jadson bateu para a defesa de Marcelo Grohe. Mas, aos 42, Cícero invadiu sozinho para abrir o placar. E não fosse o goleiro gremista a situação poderia ter sido resolvida já antes do intervalo.

A impressão era de que um contra-ataque mataria a partida rapidamente com os espaços que passaram a aparecer, especialmente no início da segunda etapa, quando Marcelo Grohe mais uma vez voltou a trabalhar intensamente. Os atacantes gremistas continuavam presos à marcação e Zé Roberto não conseguia ditar o ritmo.

Só um lance isolado seria capaz de mudar o panorama e ele surgiu aos 21 minutos, quando Werley aproveitou mais uma falha da defesa são-paulina no jogo aéreo e empatou em cobrança de escanteio. Ele chegou sozinho e deixou os zagueiros se olhando.

A partir daí o duelo ficou aberto e o Grêmio cresceu. Marquinhos, que havia entrado pouco antes do empate, deu nova dinâmica ao meio-campo e Kleber passou a ter muito espaço para atacar pela esquerda. O camisa 30 foi a principal válvula de escape e começou a ganhar o duelo contra João Filipe, que vinha bem até então. Defensivamente a equipe também evoluiu e conseguiu neutralizar as investidas são-paulinas. Pouco a pouco os visitantes tomaram conta do jogo e começaram a ameaçar Rogério Ceni, mas o empate fora de casa não era visto por ninguém como um mau resultado.

A partida caminhava para o empate quando a determinação gremista falou mais alto. Zé Roberto percebeu movimentação de Kleber e lançou o atacante que, com um toque de cabeça, escorou para André Lima completar sozinho e virar. O que poderia ter sido uma vitória que recolocaria o Tricolor na briga pelas primeiras posições acabou se tornando a prova de que o time, mesmo tendo evoluído, ainda está longe de poder ser considerado candidato a voos mais altos no Brasileiro.

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