São Paulo vai a Goiás confirmar 'nova era'

Objetivo contra o Atlético, lanterna da competição, é manter a boa campanha em jogos fora de casa e dar sequência à reação

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h05

Foram três derrotas nos três primeiros jogos longe do Morumbi e a impressão de que o São Paulo precisaria de uma campanha impecável dentro de casa para se manter na briga pelas primeiras colocações. Mas a realidade da equipe que entra hoje em campo contra o Atlético-GO no Serra Dourada é bem diferente; são três jogos de invencibilidade como visitante (duas vitórias e um empate), aproveitamento de 78% e um mês sem derrotas fora de casa. Se tivesse mantido esse retrospecto recente desde o início, o Tricolor estaria na vice-liderança com 26 pontos.

A equipe vem embalada e busca seu segundo triunfo consecutivo após derrotar o Figueirense no Orlando Scarpelli. Mais do que conquistar os três pontos e se recuperar do revés para o Vasco no Morumbi, a partida em Florianópolis marcou o que os jogadores prometem ser uma nova era em termos de aplicação tática e entrega em campo, após bronca pública de Ney Franco.

Os jogadores não esconderam a empolgação com a nova postura e esperam repeti-la até o fim do campeonato. "Sabíamos que aquele seria um resultado importante e precisávamos muito disso. Não foi o melhor jogo em termos táticos, mas vontade e dedicação não faltaram e isso foi muito importante. Precisamos manter esse espírito'', afirmou o volante Denilson.

Embora manifeste respeito pelo adversário, o elenco reconhece que a vitória é praticamente obrigatória diante do lanterna, que venceu apenas um jogo na competição e vem de goleada sofrida para o Inter. Por outro lado, o Tricolor nunca venceu o rival no Serra Dourada (dois empates e uma derrota) e a última partida foi traumática: derrota por 3 a 0 e demissão de Adilson Batista ainda nos vestiários.

"Esse é um jogo chato e perigoso. Teoricamente é um jogo simples, porque vamos enfrentar o lanterna. Mas, se acharmos que será fácil, seremos surpreendidos. Temos de repetir o que fizemos contra o Figueirense para buscar os três pontos'', alertou o zagueiro Edson Silva.

O time deve ser praticamente o mesmo que venceu o Figueirense no fim de semana, com exceção de João Filipe, suspenso, que dará lugar a Edson Silva. Ney Franco está convencido que a formação com três zagueiros é a mais segura para o momento e não deve promover mais alterações enquanto não sentir que o time está coeso e firme na marcação.

Luis Fabiano não se recuperou da contratura na coxa esquerda e dá novamente lugar a Willian José, que fez um dos gols em Florianópolis. Ademilson, que deixou o campo depois de uma pancada, treinou normalmente e está confirmado.

Se cumprir o objetivo, o time pode terminar a rodada no G-4, dependendo da combinação de resultados, e se colocar em uma posição de vantagem para encostar na liderança graças aos dois próximos compromissos, que serão em casa. Mas, antes de projetar o futuro, é preciso dar conta do presente e comprovar o favoritismo dentro de campo.

No desespero. Atropelado pelo Internacional no fim de semana, o Atlético-GO viu seu princípio de reação ruir três dias após conseguir sua primeira vitória (3 a 2 no Figueirense). As oito derrotas nos últimos nove jogos já colocam a equipe em situação bastante difícil. O técnico Jairo Araújo conta com o retorno do lateral Marcos. Pituca e Felipe podem ser as novidades do time.

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