São Paulo vai em busca do Grand Prix

Com a decisão da Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F) de bancar a reforma da pista do Ibirapuera, o coordenador de Esportes da Secretaria Estadual de Esportes e Turismo (SEET) de São Paulo, Antônio Carlos Pereira, diz que, com a ajuda do presidente da Federação Paulista de Atletismo, José Antônio Martins Fernandes, vai lutar para retomar a organização do Grand Prix Brasil, o meeting internacional, que se transferiu de São Paulo para o Rio em 1996."Com um estádio novo, temos o direito de pleitear a organização do meeting, que teve 11 de suas 16 edições no Ibirapuera", diz o coordenador de Esportes da SEET. "Vamos oferecer instalações novas e modernas a um grande evento internacional."Segundo Pereira, já no ano passado a secretaria tinha planos de reformar totalmente a pista e a obra chegou até a entrar no orçamento. "Sabíamos da necessidade da reforma, mas não tínhamos como interditar os treinamentos no local num ano de olimpíada", comenta. "Onde os atletas iriam treinar?"Missão complicada - Apesar do empenho da Coordenadoria de Esportes, dificilmente o Grand Prix deixará o Rio tão cedo. O torneio, principal evento do atletismo na América Latina, faz parte da campanha da cidade para a organização dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e da Olimpíada de 2012."A Confederação Brasileira de Atletismo apóia a iniciativa do Rio e não teria sentido tirar a competição da cidade logo agora", acredita o vice-presidente da CBAt e diretor-geral do Grand Prix, Victor Malzoni Júnior. "A organização do Pan-Americano, por exemplo, interessa ao País."O meeting internacional de atletismo foi realizado pela primeira vez no Ibirapuera em 1985, quando reuniu algumas das maiores estrelas do esporte, como o então campeão olímpico e recordista mundial dos 400 metros com barreiras, o norte-americano Edwin Moses.Em 1996, como parte do lobby carioca para ser a sede da Olimpíada de 2004, a competição deixou o Ibirapuera e foi para o Estádio Célio de Barros, no complexo esportivo do Maracanã. "O meeting tem uma dívida de gratidão com o Rio", diz Malzoni Júnior. "Foi com o apoio da cidade e do Estado que a competição garantiu sua sobrevivência."

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